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G20 testa influência do Brasil na era Lula 3.0
Publicado 17/11/2024 • 10:21 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 17/11/2024 • 10:21 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Sessão de encerramento do G20 Social.
Ricardo Stuckert/PR
A cúpula do G20, que começa na segunda-feira (18) no Rio de Janeiro, será uma prova de fogo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrar o Brasil como um grande ator global, apesar de uma diplomacia com luzes e sombras.
Dois anos depois de anunciar ao mundo que “o Brasil voltou” após o isolamento sob o governo Bolsonaro, Lula se orgulhará de ser o anfitrião do evento, ao qual se juntará em 2025 a COP30 sobre mudança climática e a cúpula do Brics.
O presidente, de 79 anos, pedirá aos líderes das maiores economias do mundo que se comprometam com uma aliança contra a fome e promovam um imposto aos super-ricos, dois projetos emblemáticos da Presidência brasileira do G20, que conquistaram inúmeros apoios durante as negociações anteriores.
Ele também os incentivará a fazer mais contra a mudança climática, em um momento em que o Brasil registra progressos e enquanto a COP29 sobre o clima ocorre em Baku, no Azerbaijão.
O meio ambiente “foi a agenda em que o governo Lula mais avançou”, disse à AFP Roberto Goulart Menezes, coordenador do Núcleo de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília (UnB).
Lula busca se estabelecer como líder mundial na luta ambiental e pode se orgulhar de que a Amazônia brasileira registrou o menor desmatamento em 12 meses nos últimos nove anos, apesar dos incêndios e de uma seca recorde, ligados ao aquecimento.
O Brasil também aumentou sua meta de redução de emissões de carbono e propôs mecanismos financeiros inovadores para proteger as florestas do planeta.
A eventual saída de Washington do Acordo de Paris sobre o clima após o retorno de Donald Trump à Casa Branca abre a porta para reforçar da liderança do Brasil nesta frente.
Lula tem tentado restabelecer sua imagem de diplomata carismático e hiperativo, focado no Sul global, o que fez com que Barack Obama o chamasse de “o político mais popular da Terra” em seus dois primeiros mandatos (2003-2010).
Depois de tomar posse, em janeiro de 2023, o presidente dedicou-se a “reconstruir pontes” após “os problemas deixados pelo governo anterior em política externa”, explicou à AFP o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Agora “o Brasil voltou a ocupar seu papel tradicional, de parceiro confiável da comunidade internacional e construtor de consensos” (…) “com todos os atores e blocos relevantes do mundo”, destaca.
Lula “representa os interesses dos mercados emergentes, mas também tenta construir pontes”, disse uma fonte do governo alemão antes do G20.
“É difícil negar que ‘o Brasil voltou'”, diz Michael Shifter, do think tank Diálogo Interamericano. No entanto, “ele cometeu alguns erros”, observa o analista à AFP.
O presidente foi muito criticado por ter declarado que Rússia e Ucrânia compartilhavam a responsabilidade pela guerra, o que o levou a “fazer o controle dos danos” e condenar a invasão russa, acrescenta.
Ao contrário da maioria dos países ocidentais, fortes aliados de Kiev, o Brasil optou por promover, com a China, uma proposta de paz que não teve resposta até agora, ao mesmo tempo que mantém contatos com o presidente russo, Vladimir Putin.
Segundo o ex-diplomata e professor Paulo de Almeida, o “antiamericanismo” de Lula explica sua posição nesse conflito, assim como em relação a Israel.
O presidente brasileiro classifica insistentemente a campanha militar israelense como um “genocídio”. Os confrontos entre os dois países levaram à retirada mútua de representantes.
A Venezuela é outra frente incômoda para Lula, que não reconhece a reeleição de Nicolás Maduro nem apoia as denúncias de fraude da oposição nas eleições de julho.
O brasileiro tentou uma mediação que não deu frutos e acabou o afastando da posição da maioria dos países da região e do Ocidente, ao mesmo tempo que provocou tensões na relação com Caracas.
Para Shifter, o presidente “demonstrou-se relutante em empreender um esforço diplomático sério para combater a fraude flagrante e a repressão crescente de Maduro”.
A Venezuela tem sido “uma oportunidade perdida para Lula”, avalia o especialista, embora recentemente ele tenha endurecido sua posição a ponto de vetar a entrada de Caracas no Brics.
Sobre essas questões delicadas, o ministro Mauro Vieira afirma que “nem o Brasil nem o presidente Lula prometeram fazer milagres e resolver problemas tão complexos de forma voluntária ou mágica”.
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