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Preço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril
Publicado 08/03/2026 • 20:23 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/03/2026 • 20:23 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Os contratos futuros do petróleo voltaram a superar US$ 100 por barril neste domingo (8). O movimento foi impulsionado pela escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, pela redução da produção em grandes países do Oriente Médio e pela nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã.
O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, saltou cerca de 18%, chegando a US$ 108. Já o Brent avançou cerca de 16%, superando US$ 107.
Esta é a primeira vez desde 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que os contratos voltam a ultrapassar o nível de US$ 100 por barril.
Leia também: Brasil tem folga no petróleo bruto, mas guerra pode pressionar combustível e fertilizantes
A disparada ocorre em meio ao fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Com o risco de ataques a petroleiros na região, embarcações passaram a evitar o trajeto, pressionando a logística e elevando o risco de restrição na oferta global.
Diante desse cenário, grandes produtores da Opep, como Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, anunciaram cortes ou ajustes na produção.
O Kuwait informou que reduziu preventivamente a produção e o refino de petróleo diante das ameaças à navegação na região.
No Iraque, a produção nos três principais campos petrolíferos do sul do país teria caído cerca de 70%, passando de 4,3 milhões para 1,3 milhão de barris por dia, segundo fontes da indústria.
A disparada do petróleo também impactou imediatamente os mercados financeiros. Os futuros do Dow Jones caíam cerca de 966 pontos, ou 2%, enquanto os contratos do S&P 500 e do Nasdaq 100 recuavam cerca de 1,6%.
Investidores temem que um petróleo acima de US$ 100 eleve os custos de energia e pressione a inflação, reduzindo o ritmo de crescimento da economia americana.
Leia também: Petrobras não vê risco para exportações de petróleo com guerra no Oriente Médio
A semana já havia sido turbulenta para Wall Street. O petróleo americano acumulou alta superior a 35% nos últimos dias, a maior valorização semanal desde que os contratos futuros começaram a ser negociados, em 1983.
Analistas avaliam que os mercados seguem sensíveis à evolução do conflito no Oriente Médio, já que ainda há grande incerteza sobre a duração da guerra e seus impactos sobre a oferta global de energia.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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