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Preço do chocolate e impostos limitam avanço nas vendas de Páscoa neste ano, aponta ACSP
Publicado 15/04/2025 • 16:20 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 15/04/2025 • 16:20 | Atualizado há 10 meses
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
As vendas de Páscoa deste ano devem permanecer estáveis em relação a 2024, segundo projeções da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). De acordo com o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, a pressão sobre o bolso dos consumidores limita o crescimento do comércio nesta data comemorativa.
“Apesar de o emprego e a renda continuarem crescendo, os fortes aumentos do preço do chocolate, motivados pela disparada no preço do cacau, num contexto de elevado endividamento e alta inflação de produtos básicos, deverão deixar o volume de vendas praticamente igual ao ano passado”, disse.
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O impacto deve ser mais concentrado nos supermercados e hipermercados, setores que lideram as vendas de produtos típicos da época. “Para o varejo, a Páscoa não representa uma data particularmente crucial, pois a maioria das vendas se concentra em produtos alimentícios, com destaque para os ovos de chocolate”, disse Gamboa.
O peso da tributação também aparece como obstáculo. Dados do Impostômetro mostram que 38,25% do valor de um ovo de Páscoa corresponde a impostos. Produtos como o vinho importado, outro item comum nas comemorações, chegam a ter carga tributária de 64,57%.
Em um exemplo citado pela ACSP, ao pagar R$ 54,38 por uma garrafa, o consumidor desembolsa apenas R$ 19,27 pelo produto em si, enquanto os outros R$ 35,11 vão para os tributos.
Mesmo o vinho nacional, com menor incidência, tem taxa média de 45,56%. Já os ovos caseiros, alternativa buscada tanto por consumidores quanto por pequenos empreendedores, também sofrem com os tributos: o chocolate tem carga de 38,25%; o papel celofane, 39,11%; e a fita adesiva usada na embalagem, 40,06%.
Para João Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o modelo tributário atual prejudica principalmente os consumidores de menor renda.
“Os altos impostos sobre os produtos de Páscoa limitam o poder de compra dos consumidores, impedindo que muitos adquiram itens de melhor qualidade nesse período”, disse. Segundo Olenike, o sistema brasileiro, focado na taxação do consumo, penaliza de forma mais severa as classes mais baixas.
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