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EUA anuncia ‘avanços substanciais’ nas negociações comerciais com a China
Publicado 11/05/2025 • 15:03 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 11/05/2025 • 15:03 | Atualizado há 10 meses
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Cido Coelho/Times Brasil | CNBC/Imagem gerada por IA
Os Estados Unidos anunciaram “avanços substanciais” após dois dias de negociações com a China em Genebra para aliviar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo devido à guerra comercial iniciada por Donald Trump.
“Tenho o prazer de informar que fizemos progressos substanciais entre os Estados Unidos e a China nas importantíssimas negociações comerciais”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a repórteres em Genebra.
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“As negociações foram produtivas”, declarou ele, sem responder a perguntas da mídia, mas prometendo que haveria uma “sessão informativa completa” sobre as negociações na segunda-feira (12).
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que também participou da delegação com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, enfatizou que as diferenças entre os dois países não eram “tão grandes quanto poderíamos imaginar”.
A guerra comercial entre Pequim e Washington eclodiu quando Trump adotou uma série de tarifas que visavam especificamente a China. O gigante asiático respondeu, então, com duras medidas de retaliação.
O magnata americano afirmou no sábado que houve um “grande progresso” no primeiro dia de negociações a portas fechadas.
“Um recomeço total negociado, amigável, mas construtivo”, disse Trump em uma publicação em sua rede, Truth Social.
As reuniões de sábado ocorreram na luxuosa residência do Representante Permanente da Suíça na ONU, em Genebra.
As negociações são a reunião de mais alto nível entre as duas maiores economias do mundo desde que Trump retornou à Casa Branca, quando adotou uma ofensiva tarifária que ele defende como uma forma de combater práticas injustas e proteger empregos americanos.
“O contato estabelecido na Suíça é um passo importante para promover a resolução do problema”, destacou um comentário publicado pela agência de notícias oficial Xinhua.
Desde o início deste ano, as tarifas dos EUA sobre a China atingiram 145%, e os impostos acumulados sobre certos produtos atingiram impressionantes 245%.
Em resposta, a China impôs tarifas de 125% sobre produtos dos Estados Unidos, resultando na estagnação do comércio bilateral entre as duas maiores economias do mundo.
Antes das negociações, Trump sugeriu neste fim de semana que poderia reduzir as tarifas cobradas da China para 80%.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, esclareceu posteriormente que os Estados Unidos não reduzirão unilateralmente as tarifas e acrescentou que a China também terá que fazer concessões.
Ambos os lados tentaram reduzir as expectativas. O secretário do Tesouro americano afirmou que as negociações estão focadas em aliviar as tensões em vez de buscar um “acordo comercial grandioso”, e a China insistiu em que os Estados Unidos devem reduzir as tarifas primeiro.
O simples fato de as negociações estarem ocorrendo “é uma boa notícia para as empresas e para os mercados financeiros”, explicou Gary Hufbauer, principal pesquisador não residente do Peterson Institute for International Economics (PIIE), um ‘think tank’ sediado em Washington.
No entanto, Hufbauer expressou ceticismo de que “algo parecido com relações comerciais normais” seja restaurado entre as duas potências, já que mesmo com tarifas de 70% a 80%, o comércio bilateral poderia ser reduzido pela metade.
O vice-primeiro-ministro chinês chegou às negociações tranquilo, pois as exportações chinesas aumentaram 8,1% em abril, 4% a mais do que as expectativas dos analistas.
Especialistas atribuíram esse desempenho inesperado ao redirecionamento do comércio chinês para o sudeste asiático para mitigar as tarifas dos EUA.
Para Hufbauer, entre alguns membros mais moderados do governo Trump, como Bessent e o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, “há uma consciência de que a China está mais bem preparada do que os Estados Unidos para lidar com essa guerra comercial”.
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Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
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