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China vê acordo comercial com os EUA como uma grande vitória para Pequim
Publicado 12/05/2025 • 19:49 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 12/05/2025 • 19:49 | Atualizado há 10 meses
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China - EUA
Autoridades chinesas, influenciadores e a mídia estatal apresentaram nesta segunda-feira (12) o acordo comercial inicial e a pausa de 90 dias nas tarifas com os Estados Unidos como uma vitória e uma confirmação da estratégia de negociação de Pequim.
O argumento é que a postura pública desafiadora funcionou — e foi um dos principais motivos pelos quais conseguiram fechar um acordo com autoridades americanas na Suíça, com relativamente poucas concessões.
“As medidas firmes e postura resoluta da China foram altamente eficazes”, disse uma conta de mídia social ligada à emissora nacional CCTV da China.
Aos olhos do público chinês, os negociadores de Pequim parecem ter convencido o governo de Donald Trump, presidente dos EUA, a cortar grande parte da tarifa de 145% que Trump havia imposto, reduzindo-as para 30%.
Em troca, a China prometeu reverter a maior parte das tarifas de retaliação que anunciou contra os EUA.
Nas redes sociais, usuários chineses estão celebrando o acordo. Uma hashtag, “#SuspensãoDasTarifasDe24%Em90Dias”, já conta com 420 milhões de visualizações no Weibo.
A frase se refere a um número de 24% citado no topo do comunicado conjunto divulgado por Washington e Pequim.
No total, a pausa de 90 dias reduz as tarifas de importação dos EUA de 145% para 30% sobre os produtos chineses, e as tarifas chinesas sobre produtos americanos de 125% para 10%.
Um usuário chinês de redes sociais, Chun Feng Yi Ran, postou: “Nossos ancestrais não cederam, por que devemos abrir mão do que temos?” O comentário já recebeu milhares de curtidas.
Pequim também está usando o acordo comercial para tentar mostrar ao mundo que é um parceiro comercial responsável, mesmo que o manual de negociações da China tenha sido frequentemente um ponto de frustração para a comunidade empresarial internacional e parceiros comerciais.
Executivos e autoridades estrangeiras reclamam de uma “fadiga de promessas” com Pequim, cujos representantes frequentemente parecem satisfeitos em falar de cooperação, enquanto tomam relativamente poucas ações.
Em conjunto com esse manual de negociações, Pequim afirmou que trabalhará com o governo Trump em um novo “mecanismo de consulta” para manter o diálogo sobre comércio e outras questões econômicas.
Leia mais:
Lula diz que parceria entre Brasil e China é indestrutível e faz contraponto a Trump em Pequim
As medidas resolvidas em Genebra entram em vigor formalmente na próxima quarta-feira (14), mas Pequim tem concedido discretamente isenções antes das negociações para algumas empresas que operam localmente.
A China também concordou em “adotar todas as medidas administrativas necessárias para suspender ou remover as contramedidas não tarifárias.” Isso inclui a última rodada de restrições mais rígidas de exportação sobre terras raras que Pequim impôs. Esses minerais são cruciais para a indústria dos EUA.
No entanto, nesta segunda-feira, a China enviou sinais contraditórios sobre a cooperação nos metais. O Ministério do Comércio reafirmou sua repressão ao contrabando de terras raras por razões de segurança nacional e disse que “entidades estrangeiras” eram parcialmente culpadas.
O acordo comercial entre EUA e China trouxe alívio temporário para a escalada da guerra comercial que estava agitando a economia global.
As bolsas de valores ao redor do mundo dispararam na segunda-feira, depois que Pequim e Washington anunciaram o acordo.
Na preparação para as negociações na Suíça durante o final de semana, Pequim reiterou que não cederia em suas próprias prioridades para chegar a um acordo com as autoridades americanas.
“Defenderemos resolutamente nossos interesses legítimos e manteremos a justiça e a equidade internacionais”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, antes das negociações comerciais.
O Ministério do Comércio chamou o acordo comercial de um “passo importante”, mas deu uma alfinetada no governo Trump, dizendo que os EUA deveriam “corrigir completamente suas práticas tarifárias unilaterais.”
Autoridades do governo Trump, por sua vez, também estão caracterizando o acordo como uma “vitória comercial histórica” para os EUA.
Espera-se que os dois lados se encontrem novamente em algum momento nas “próximas semanas” para negociar um “acordo mais completo”, disse o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, no programa “Squawk Box” da CNBC.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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