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Campanha ‘Take Back Tesla’ pede que acionistas rejeitem plano bilionário de remuneração para Musk
Publicado 21/10/2025 • 22:14 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 21/10/2025 • 22:14 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Foto por KEVIN DIETSCH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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Um dia antes de a Tesla divulgar seu balanço trimestral, uma coalizão de sindicatos e entidades de fiscalização tenta chamar a atenção dos investidores para problemas de governança corporativa da companhia. Nesta terça-feira (21), um grupo formado pela Federação Americana de Professores e pela organização Public Citizen lançou o site da campanha Take Back Tesla.
A iniciativa busca convencer os acionistas a rejeitar um novo pacote de remuneração para o CEO Elon Musk, estimado em quase US$ 1 trilhão (R$ 5,37 trilhões) em ações — valor que ampliaria ainda mais o controle do executivo sobre a empresa.
O conselho da Tesla apresentou a proposta em setembro, defendendo que o plano — considerado o maior da história para um diretor executivo — seria essencial para garantir a permanência de Musk por mais uma década. A votação ocorrerá na assembleia anual da companhia, marcada para o próximo mês.
No site da campanha, o grupo classifica o pacote como “absurdo”, argumentando que as ações políticas de Musk teriam prejudicado a reputação da Tesla e desviado o foco da liderança empresarial. Segundo a iniciativa, o plano não exige que o CEO dedique mais tempo à montadora do que aos seus outros negócios ou interesses pessoais.
A plataforma também convoca o público a pressionar tesoureiros estaduais e administradores de fundos financeiros — responsáveis por gerir recursos de trabalhadores e aposentados — a rejeitarem a proposta. A coalizão pretende divulgar materiais online para orientar investidores sobre como votar ou influenciar gestores de fundos que decidam em nome deles.
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“Os fundos de pensão públicos são grandes acionistas da Tesla, e os gestores que investem esse dinheiro têm participações ainda maiores”, afirma o site. “Esse capital é nosso, e devemos deixar claro aos administradores que queremos responsabilidade de Musk e dos membros do conselho da empresa.”
Além dos grupos já citados, participam da coalizão Americans for Financial Reform, Communication Workers of America, Ekō, People’s Action e Stop the Money Pipeline.
A Tesla não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.
As principais consultorias de voto, ISS e Glass Lewis, recomendaram que o pacote de US$ 1 trilhão (R$ 5,37 trilhões) não seja aprovado. A orientação ocorre em meio à polêmica sobre o plano anterior, de 2018, avaliado em cerca de US$ 56 bilhões (R$ 300,9 bilhões) quando foi executado.
Em resposta, a Tesla afirmou em comunicado que as duas consultorias “já recomendaram contra as propostas da companhia diversas vezes desde 2018, quando o prêmio de desempenho do CEO foi criado”. A empresa acrescentou que os acionistas que venderam suas ações “perderam a valorização de 20 vezes no valor de mercado da Tesla entre março de 2018 e agosto de 2025”.
No início de 2024, o Tribunal de Chancelaria de Delaware decidiu que o pacote de 2018 foi concedido de forma irregular, alegando que a empresa ocultou informações relevantes dos investidores e que Musk teria influenciado o conselho de administração. O bilionário recorreu da decisão à Suprema Corte de Delaware, tentando restabelecer o plano.
Na ocasião em que o benefício foi anulado, Musk escreveu na rede social X (antigo Twitter): “Não me sinto confortável em transformar a Tesla em líder de IA e robótica sem ter cerca de 25% de controle de voto.” O novo plano prevê aumento de 12% na participação dele ao longo dos próximos dez anos.
Em março de 2023, Musk fundou a startup de inteligência artificial xAI, levando ex-funcionários da Tesla e desenvolvendo o Grok, concorrente do ChatGPT, da OpenAI. Em maio de 2025, ele declarou que pretende continuar à frente da montadora por pelo menos mais cinco anos.
O controlador de Nova York, Brad Lander, que administra um fundo de pensão de US$ 300 bilhões (R$ 1,61 trilhão), disse que “se opõe fortemente a esse pacote de remuneração” e incentivou outros gestores públicos a fazer o mesmo.
“Durante boa parte do tempo em que mantivemos ações da Tesla, foi um bom investimento, o valor cresceu, e é por isso que não vendemos”, afirmou Lander, que também chefia as áreas de finanças e responsabilidade da cidade. Ele explicou que prefere “permanecer como acionista e participar do diálogo para tentar resolver as preocupações existentes”.
Os fundos sob sua gestão detinham cerca de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,91 bilhões) em ações da Tesla, segundo dados de agosto. Lander considera que o conselho da empresa não é suficientemente independente e permitiu que Musk atuasse como um ‘CEO ausente’. Também criticou o descumprimento de metas de robotáxis e direção autônoma.
As ações da Tesla se recuperaram recentemente após um início de ano difícil, mas ainda ficam atrás de outras gigantes de tecnologia e dos índices S&P 500 e Nasdaq em 2025.
“Musk tem sido um CEO inconsistente, no mínimo”, avaliou Lander. “E esse pacote de remuneração soa como um resgate, após um desempenho instável das ações e uma confiança abalada dos consumidores.”
A Tesla divulgará os resultados do terceiro trimestre após o fechamento do mercado na quarta-feira (22). Analistas da LSEG projetam crescimento de 4,2% na receita em relação ao ano anterior, alcançando US$ 26,24 bilhões (R$ 141,01 bilhões), após duas quedas consecutivas na comparação anual.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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