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Lula diz que parceria entre Brasil e China é indestrutível e faz contraponto a Trump em Pequim
Publicado 12/05/2025 • 12:16 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 12/05/2025 • 12:16 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante assinatura de atos em Pequim, na China
Foto: Ricardo Stuckert / PR /Flickr
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (12) que a parceria entre Brasil e China é “indestrutível”. No primeiro discurso em Pequim, ele destacou que a aliança econômica entre China e Brasil “não tem retorno”.
“Se depender do meu governo e da minha disposição, Brasil e China serão parceiros incontornáveis e nossa relação será indestrutível. Porque a China precisa do Brasil e o Brasil precisa da China. Nós dois juntos poderemos fazer com que o Sul Global seja respeitado no mundo como nunca foi”, disse o petista.
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Lula viajou a Pequim em momento de tensão global com os Estados Unidos e fez um contraponto ao presidente Donald Trump, em discurso a executivos de empresas chinesas e brasileiras, no Seminário Empresarial Brasil-China.
Há 16 anos, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. Os EUA são o segundo. A estimativa de negócios e investimentos anunciados no seminário, calculada pela Apex Brasil, é de R$ 27 bilhões. “A construção dessa aliança econômica entre China e Brasil, dessa troca de parcerias entre empresas brasileiras e chinesas não tem retorno. Estejam certos de que daqui para frente só vai crescer”, afirmou Lula.
Horas depois de China e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre a guerra comercial disparada por Trump pelo tarifaço, Lula evitou comentar o entendimento e centrou críticas ao americano.
Já integrantes do Palácio do Planalto entenderam o acerto como algo positivo, por demonstrar que, se foi possível aos EUA se acertarem com o maior alvo das tarifas, é sinal de que o mesmo pode ocorrer com os demais. A China havia sido o mais taxado, enquanto o Brasil recebeu 10%, o menor patamar.
“Não existe saída para um país sozinho. Precisamos trabalhar juntos, por isso eu não me conformo com a chamada taxação que o presidente dos EUA tentou impor ao planeta Terra da hora para a noite.”
Segundo Lula, o relacionamento multilateral garantiu anos de harmonia entre os países, enquanto o “protecionismo no comércio pode levar à guerra”. O petista defendeu o livre comércio. Ele voltou a dizer que as medidas protecionistas limitam a soberania dos países.
O petista afirmou que a relação sino-brasileira não é “comum” e que ambos os países já mostraram compromisso em superar a pobreza. “A China tem sido tratada muitas vezes como se fosse uma inimiga do comércio mundial, quando, na verdade, a China está se comportando como exemplo de país que está tentando fazer negócio com os países que foram esquecidos durante os últimos 30 anos por muitos outros países”, disse Lula.
Sem citar os EUA e potenciais ocidentais, ele afirmou que “países grandes deixaram de investir na África e na América Latina”. E mencionou o foco da União Europeia no Leste do continente.
Lula respondeu às críticas de que o Brasil exporta apenas commodities para a China em vez de produtos de alto valor agregado. Segundo ele, isso ocorre porque durante anos o Brasil não investiu em formação de talentos e educação — então não consegue competir na produção de artigos com tecnologia.
Ele afirmou que os produtos do agronegócio brasileiro também têm tecnologia agregada. Para Lula, o País não deve “se sentir inferior” por exportar soja. Mas admitiu que não vai conseguir competir em alta tecnologia com outros países.
Lula falou que Xi Jinping tem demonstrado confiança na relação com o Brasil e vai agradecê-lo porque isso permite a transferência de conhecimento entre os países. O presidente defendeu que ambos os países compartilhem conhecimento em Defesa, Saúde e Educação e fomentem a formação de pessoal e intercâmbios educacionais e culturais.
Lula destacou que o Brasil caminha para ser imbatível na transição energética e oferece muitas oportunidades de investimentos.
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