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Foxconn vai expandir foco na Índia com investimento de US$ 1,5 bilhão
Publicado 20/05/2025 • 16:21 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 20/05/2025 • 16:21 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Pixabay.
A Focxcon é fabricante do iPhone.
A principal fabricante de iPhones, Foxconn, está fazendo um investimento de US$ 1,5 bilhão para expandir seu foco na Índia, enquanto a Apple busca mitigar riscos geopolíticos e tarifários transferindo a produção da China.
O gigante tecnológico taiwanês disse que sua subsidiária, com sede em Cingapura, adquiriu 12,7 bilhões de ações em sua unidade na Índia, resultando em uma injeção de cerca de US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 7,5 bilhões).
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A unidade indiana, conhecida como Yuzhan Technology India, fabrica componentes para smartphones no estado de Tamil Nadu, de acordo com reportagens da mídia local.
Nenhum outro detalhe sobre o investimento foi oferecido em um comunicado à bolsa de valores de Taiwan na segunda-feira (19).
A Índia tem buscado se posicionar como uma base de manufatura alternativa à China.
As tentativas de Nova Délhi de oferecer bilhões em subsídios para incentivar a manufatura local resultaram em um boom na produção eletrônica doméstica.
A iniciativa da Foxconn ocorre apenas semanas após o CEO da Apple, Tim Cook, afirmar que esperava que a maioria dos iPhones vendidos nos Estados Unidos tivessem “a Índia como país de origem”.
Especialistas dizem que a lenta mudança da China para a Índia permitirá que o gigante de eletrônicos de consumo compense os riscos tarifários e geopolíticos que acompanham a agressiva política comercial do presidente dos EUA, Donald Trump.
A decisão da Apple de investir pesado na Índia também irritou Trump, que, na semana passada, disse ter dito a Cook: “Não estamos interessados em você construir na Índia… queremos que você construa aqui”.
A Foxconn também tem procurado expandir suas operações de manufatura de forma mais ampla na Índia.
Na semana passada, o governo indiano concedeu aprovação à empresa taiwanesa para construir uma planta de semicondutores no norte da Índia, como parte de uma joint venture com o Grupo HCL.
O projeto, segundo um comunicado de imprensa do governo, atrairá um investimento de 37 bilhões de rúpias (cerca de R$ 2,2 bilhões) da joint venture HCL-Foxconn.
Quando concluída, a planta produzirá chips de driver de display — componentes-chave para smartphones, laptops e automóveis, entre outros dispositivos.
A instalação, acrescentou o comunicado de imprensa, foi projetada para “20 mil wafers” ou fatias de material semicondutor por mês, com uma capacidade de produção projetada de “36 milhões de unidades por mês”.
Nova Délhi tem oferecido generoso suporte financeiro para empresas dispostas a fabricar chips no país, enquanto busca garantir seu próprio suprimento e apaziguar preocupações de segurança nacional.
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