Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Airbus domina o Paris Air Show enquanto a Boeing volta a ficar em segundo plano
Publicado 19/06/2025 • 15:22 | Atualizado há 9 meses
BREAKING NEWS:
Itamaraty revoga visto de assessor do governo Trump que pediu para visitar Bolsonaro
EUA autorizam temporariamente compra de petróleo russo para estabilizar mercados de energia
De Teerã ao Vale do Silício: líder supremo do Irã usa X para atacar EUA
EXCLUSIVO CNBC: EUA vão escoltar navios no Estreito de Ormuz assim que for “militarmente possível”, diz Bessent
Fed não deve ‘resolver os problemas’ da guerra do Irã, diz analista
Trump lança investigação comercial contra a China antes de encontro com Xi Jinping
Publicado 19/06/2025 • 15:22 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Modelo A350-941 da Airbus, da Qatar Airways.
Wikimedia Commons
Os pedidos e novos modelos da Airbus foram o grande destaque da edição deste ano do Paris Air Show, enquanto a rival norte-americana Boeing mais uma vez manteve um perfil discreto em meio aos problemas que enfrenta.
Companhias aéreas e fabricantes costumam aproveitar os grandes salões aeronáuticos para anunciar compras de aeronaves após meses de negociações, algumas das quais se concretizam durante o evento. Segundo cálculo da Reuters, até a manhã desta quinta-feira (19), a Airbus já havia acumulado quase US$ 21 bilhões em pedidos.
Na segunda-feira, a fabricante europeia garantiu 132 pedidos firmes, de clientes como a empresa saudita de leasing AviLease, a japonesa ANA e a polonesa LOT, contra 41 pedidos da Boeing e 15 da brasileira Embraer, de acordo com levantamento da consultoria IBA.
Leia também:
CEO da Airbus pede tarifas sobre exportações da Boeing
Boeing diz estar em contato com a Air India sobre o voo 171 e pronta para oferecer apoio
Nos dois dias seguintes, a Boeing não fez nenhum novo anúncio, enquanto a Airbus fechou um Memorando de Entendimento com a VietJet Air para 150 aeronaves A321neo, e novos pedidos de A350 widebody com a EgyptAir e a Starlux Airlines.
O CEO da AirAsia, Tony Fernandes, afirmou à CNBC que estava em negociações no salão de Paris para expandir o atual pedido da empresa para o Airbus XLR — o novo modelo narrowbody de longo alcance da fabricante, com sede em Toulouse — e que esperava um anúncio oficial dentro de cerca de um mês. A aeronave, que entrou em serviço no ano passado, permitirá que as companhias aéreas operem rotas de médio e longo curso com menores custos de combustível.
A Embraer também garantiu uma vitória importante na última quarta-feira com 60 pedidos para o E175, além de opções adicionais.
A presença relativamente discreta da Boeing em Paris não reflete uma crise de demanda mais ampla no setor. Durante a viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Oriente Médio em maio, a fabricante fechou diversos acordos, incluindo um contrato de 210 jatos com a Qatar Airways.
Tanto Boeing quanto Airbus mantêm carteiras de pedidos superiores a 5 mil e 8 mil aeronaves, respectivamente — números que praticamente não se alteram há quase uma década devido aos desafios na cadeia de suprimentos, agravados após a pandemia, dificultando a renovação das frotas envelhecidas pelas companhias aéreas.
John Plueger, CEO da Air Lease Corp, disse à CNBC no início da semana que o volume atual de encomendas já indicava que esta edição do Paris Air Show seria mais modesta em comparação com anos anteriores, como o pós-pandemia de 2023. “Tanto Airbus quanto Boeing estão com produção vendida até 2031 ou 2032. Quantos pedidos adicionais para 2033, 2034 e 2035 realmente veremos? … Mas, de modo geral, o ambiente de demanda segue muito robusto”, afirmou.
Ainda assim, este é mais um ano em que a Boeing evita demonstrações de voo ou grandes ações promocionais. Desde 2019, após os dois acidentes fatais com o B737-Max, seguidos pela pandemia e, mais recentemente, crises como a explosão de uma porta de emergência, denúncias de problemas generalizados de controle de qualidade e atrasos nas entregas, a empresa acumula motivos para fugir dos holofotes.
Quando 2025 parecia marcar um possível ponto de virada para a Boeing, com a presença do CEO Kelly Ortberg prevista em Paris, o primeiro acidente envolvendo um Boeing Dreamliner, ocorrido na semana passada no desastre da Air India, mudou os planos. Ortberg cancelou sua participação e a empresa fez poucos anúncios à imprensa, afirmando que está focada em seus clientes e na investigação das causas do acidente.
“A demanda por novas aeronaves segue inédita, acompanhando a demanda recorde por viagens aéreas”, disse Tony Payne, sócio do escritório de advocacia DLA Piper.
Payne acrescentou que os pedidos continuam fortes, apesar do “clima sombrio e reflexivo” após o acidente da Air India, já que as partes interessadas “estão plenamente conscientes do impacto que qualquer relaxamento nos padrões de segurança pode causar”.
Assim, “discreta” tornou-se a palavra da semana na aviação comercial, enquanto o setor de defesa — que responde por quase metade da programação deste ano — ganhou papel de destaque em meio a tensões no Oriente Médio, à guerra entre Rússia e Ucrânia e à proximidade da cúpula da Otan, que deverá discutir um aumento dos gastos em segurança nacional. Entre os acordos firmados, destaca-se o contrato da Thales para fornecer 48 novos sistemas de artilharia remotamente operados ao governo francês.
“O impacto do acidente da Air India paira sobre Paris”, afirmou o CEO da Airbus, Guillaume Faury, à CNBC na segunda-feira. “Ainda assim, o ritmo do setor segue muito forte”, completou, destacando a demanda especialmente aquecida por aeronaves widebody, que precisavam recuperar espaço no mercado após a pandemia, em comparação aos narrowbody.
Dan Taylor, diretor de consultoria da IBA, disse à CNBC que o desequilíbrio entre Boeing e Airbus este ano se deve “mais ao contexto do que à competição”.
“Os recentes pedidos da Boeing no Oriente Médio, apoiados pelo engajamento diplomático dos Estados Unidos, e sua postura discreta após o acidente da Air India provavelmente influenciaram sua menor visibilidade no Paris Air Show. Isso não é sinal de fraqueza na demanda, mas sim uma pausa estratégica em um cenário geopolítico volátil e com possíveis incertezas tarifárias”, afirmou Taylor.
“As companhias aéreas provavelmente estão reavaliando suas estratégias de frota diante da crise mais recente, mas a forte rentabilidade, o envelhecimento das frotas, a redução dos níveis de endividamento e o crescimento contínuo do PIB e da demanda por viagens em diversas regiões indicam um apetite sustentado por novas aeronaves no longo prazo.”
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Justiça italiana mantém restrições para conceder cidadania e frusta 70 milhões de descendentes no Brasil
2
Abicom alerta para risco de faltar diesel no Brasil em abril
3
Master: o contrato com a esposa de Moraes e o abalo no STF; ‘Não basta ser legal, tem que parecer legal’
4
Ações da Embraer caem no menor nível em quase oito meses; entenda o porquê
5
Entidades de imprensa criticam decisão de Moraes que determinou busca e apreensão em casa de jornalista