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OpenAI fecha parceria com a empresa de defesa Anduril
Publicado 04/12/2024 • 17:14 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 04/12/2024 • 17:14 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
OpenAI.
Reprodução Unsplash.
A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (4) uma parceria com a empresa de defesa Anduril , que poderá implementar sistemas avançados de inteligência artificial (IA) em missões de segurança nacional.
A colaboração faz parte de uma tendência mais ampla — e controversa — de empresas de IA que não apenas reavaliam restrições ao uso militar de suas tecnologias, mas também firmam parcerias com gigantes da indústria de defesa e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
No mês passado, a startup de IA Anthropic, apoiada pela Amazon e fundada por ex-executivos da OpenAI, anunciou, junto com a empresa de defesa Palantir, uma parceria com a Amazon Web Services. O objetivo é fornecer às agências de inteligência e defesa dos EUA acesso aos modelos Claude 3 e 3.5 da Anthropic por meio da AWS.
Além disso, a Palantir assinou um contrato de até US$ 100 milhões (cerca de R$ 615 milhões), válido por cinco anos, para expandir o acesso do Exército americano ao programa de IA militar Maven.
A parceria entre a OpenAI e a Anduril, divulgada nesta quarta, terá como foco melhorar os sistemas de contra-ataque a drones não tripulados, com o objetivo de detectar, avaliar e responder a ameaças aéreas em tempo real. Segundo comunicado conjunto, as empresas irão explorar como os modelos de ponta em IA podem sintetizar rapidamente dados sensíveis ao tempo, reduzir a carga sobre operadores humanos e aumentar a percepção situacional.
A Anduril, cofundada por Palmer Luckey, criador da Oculus VR (vendida ao Facebook em 2014), não respondeu a perguntas sobre se a redução da carga dos operadores humanos poderia significar menos supervisão humana em decisões críticas de guerra.
Já a OpenAI afirmou que está colaborando com a Anduril para ajudar humanos a tomar decisões que protejam militares americanos de ataques de drones. A empresa reiterou seu compromisso, descrito em sua missão, de proibir o uso de seus sistemas de IA para causar danos.
Em janeiro, a OpenAI, apoiada pela Microsoft, removeu uma proibição ao uso militar do ChatGPT e outras ferramentas de IA. A mudança ocorreu enquanto a empresa começava a colaborar com o Departamento de Defesa dos EUA em projetos de IA, incluindo ferramentas de cibersegurança de código aberto.
Até o início de janeiro, a página de políticas da OpenAI especificava que seus modelos não poderiam ser usados em atividades de “alto risco de dano físico”, como o desenvolvimento de armas ou operações militares. No entanto, em meados de janeiro, a empresa retirou a referência específica ao uso militar, mantendo uma política geral que proíbe o uso de seus serviços para causar danos, incluindo o desenvolvimento de armas.
A crescente integração de tecnologia de ponta à indústria militar gerou intensos debates nos últimos anos, impulsionados principalmente por protestos de trabalhadores da tecnologia.
Funcionários de quase todas as grandes empresas de tecnologia que colaboram com militares manifestaram preocupações. O caso mais emblemático foi o protesto de milhares de funcionários do Google contra o Projeto Maven, uma iniciativa do Pentágono que usaria a IA do Google para analisar imagens de drones.
Além disso, empregados da Microsoft protestaram contra um contrato de US$ 480 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões) com o Exército americano para fornecer headsets de realidade aumentada a soldados. Mais de 1.500 trabalhadores da Amazon e do Google assinaram uma carta criticando um contrato de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 7,3 bilhões) com o governo e as forças armadas de Israel para serviços de computação em nuvem, ferramentas de IA e data centers.
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