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11ª edição do Congresso da Inovação da Indústria projeta a próxima década e coloca a inovação no centro da competitividade do Brasil 

Publicado 01/04/2026 • 18:36 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • A 11ª edição do Congresso da Inovação da Indústria, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Sebrae, reuniu lideranças empresariais, autoridades públicas, investidores e pesquisadores para discutir os caminhos da inovação no país na próxima década.
  • Com mais de 6 mil inscritos e capacidade diária para 2 mil participantes, o evento é o maior fórum de inovação da América Latina e uma das principais plataformas estratégicas sobre competitividade industrial no Brasil. 
  •  Do congresso sairá o planejamento do empresariado brasileiro para inovação nos próximos 10 anos, contemplando infraestrutura, formação de pessoas, regulações e ciência e tecnologia. 

11ª edição do Congresso da Inovação da Indústria, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Sebrae, reuniu, nos dias 25 e 26 de março, no WTC, em São Paulo, lideranças empresariais, autoridades públicas, investidores e pesquisadores para discutir os caminhos da inovação no país na próxima década. Com mais de 6 mil inscritos e capacidade diária para 2 mil participantes, o evento é o maior fórum de inovação da América Latina e uma das principais plataformas estratégicas sobre competitividade industrial no Brasil. 

A programação abordou temas centrais como transição energética, inteligência artificial, competitividade industrial e modelos de negócios para biotecnologia e economia digital. Do congresso sairá o planejamento do empresariado brasileiro para inovação nos próximos 10 anos, contemplando infraestrutura, formação de pessoas, regulações e ciência e tecnologia. 

Diagnóstico colhido em 50 cidades 

A edição deste ano foi precedida por uma jornada nacional que percorreu 50 cidades e ouviu mais de 5.000 pessoas e representantes de pelo menos 2.000 empresas. O objetivo foi identificar os principais gargalos para a inovação no país antes de pautar o congresso. 

“Apesar de termos leis e linhas específicas de financiamento, as empresas não sabem como acessar crédito. Isso é impressionante”, afirmou Jeferson Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, em entrevista ao programa Real Time do Times Brasil | CNBC. Além do acesso ao crédito, o levantamento identificou escassez de mão de obra qualificada e entraves regulatórios como obstáculos comuns em todas as regiões visitadas. 

Energia e minerais no debate 

Um dos temas de maior peso da programação foi a transição energética, reforçada pelo contexto geopolítico atual. Gomes destacou que a demanda por data centers deve consumir o equivalente a toda a capacidade instalada de energia do Brasil em poucos anos, exigindo entre 60 e 70 toneladas de minerais para cada megawatt produzido. 

O diretor da CNI também apontou o etanol como ativo competitivo do Brasil no cenário global, especialmente diante do conflito no Irã e das pressões tarifárias dos Estados Unidos. Segundo ele, uma aliança entre Brasil e EUA no segmento de combustíveis para navegação marítima poderia reposicionar os dois países no mercado internacional de energia limpa. 

Gomes ressaltou, ainda, a importância da relação universidade-empresa, considerada essencial para transformar pesquisa em inovação aplicada. “Quem abre o congresso é a professora Tatiana Sampaio, pesquisadora financiada por uma empresa privada há nove anos para desenvolver soluções para tratamentos da coluna vertebral”. O caso será usado como modelo de integração entre academia e iniciativa privada, um dos pontos que a CNI quer estimular por meio do Marco Legal da Inovação. 

Assista, na íntegra, entrevista com Jeferson Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNIClique aqui.

Diversificação industrial e novas agendas de crescimento 

No segundo dia do Congresso, o foco se voltou à necessidade de ampliar o escopo da indústria brasileira, historicamente concentrada em setores tradicionais. Em entrevista ao Times Brasil | CNBC, o vice-presidente da Firjan, Antonio Carlos Vilela, afirmou que o Rio de Janeiro precisa transformar seu potencial industrial em uma estratégia efetiva de crescimento, sem ficar restrito à força do petróleo e do gás. “Nós não somos só óleo e gás”, disse Vilela. 

Segundo ele, o estado reúne oportunidades em áreas como indústria criativa, energia, baixo carbono, metalmecânica e complexo da saúde, mas esse potencial precisa ser convertido em ação coordenada entre setor produtivo, universidades e poder público. “Não existe desenvolvimento sem todos os atores estarem comprometidos com aquilo. A gente quer juntar força com os outros atores”, afirmou. 

Já a vice-presidente de Sustentabilidade da NaturaAna Costa, levou ao evento a visão de que inovação e competitividade passam, cada vez mais, por um olhar integrado entre modelo de negócio, colaboração e sustentabilidade. Segundo ela, esse movimento já está incorporado à cultura da empresa e aparece em frentes como bioeconomia, economia circular e parcerias com outras companhias. “A inovação, quando é coletiva, é muito mais potente”, ressaltou.

Para Ana Costa, a sustentabilidade não deve ser tratada como custo adicional, mas como uma alavanca de resiliência e geração de valor. “Eu não vejo isso como custo, eu vejo isso, sim, como investimento”, defendeu. “Esse é o tipo de coisa que não tem patente, que deve ser de interesse público.” 

Autonomia, tecnologia e aplicação prática 

A agenda da inovação também apareceu associada à capacidade de resposta do país em áreas estratégicas. Margareth Dalcomo, pesquisadora da Fiocruz, afirmou que a experiência da pandemia da Covid-19 reforçou a importância de fortalecer a produção nacional e reduzir a dependência externa em momentos críticos. Segundo ela, “é preciso que nós consigamos alcançar autonomia.”   

Na avaliação da pesquisadora, esse esforço exige uma indústria mais conectada às necessidades reais do país, especialmente em contextos de emergência. “A autonomia exige da indústria grande sensibilidade para nos ouvir o que é necessário ter, o que a indústria deve produzir e o que ela deve ter em situações contingenciais de emergência”, afirmou. 

Na área de logística, a gerente de inovação daWilson SonsSimone Prado, apresentou um exemplo de transformação digital aplicada a uma operação tradicionalmente pesada. Segundo ela, a companhia desenvolveu uma ferramenta para monitorar rebocadores em todo o país e apoiar, em tempo real, a segurança das embarcações e das manobras. 

“A gente consegue monitorar 80 rebocadores ao longo do Brasil inteiro com 26 antenas proprietárias que a gente tem”, explicou. Simone acrescentou, ainda, que a solução já vem trazendo ganhos concretos para a empresa, inclusive em áreas como eficiência operacional e descarbonização. “A gente já vê muitos resultados”, afirmou. 

Assista, na íntegra, as entrevistas do segundo dia do Congresso mencionadas acima. Clique aqui. 

Para quem não pode participar presencialmente, o conteúdo está disponível no YouTube da CNI: clique aqui  

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