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Alckmin diz que governo teve “o maior avanço” e anuncia reembolso retroativo para exportações brasileiras
Publicado 21/11/2025 • 16:23 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 21/11/2025 • 16:23 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (21) que a retirada de produtos do tarifaço pelos Estados Unidos representa “o maior avanço que nós tivemos desde o início das negociações”.
Segundo ele, a mudança reduz de 36% para 22% a fatia das exportações brasileiras sujeitas à tarifa de 10% + 40%.
Ele explicou que algumas categorias já haviam sido migradas para a seção 232, incluindo celulose, ferro-níquel e suco de laranja, e que a decisão mais recente amplia a lista com café, cacau, frutas, açaí, manga, raízes e fertilizantes.
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Ele destacou que a mudança terá efeito retroativo. Segundo Alckmin, “o governo americano vai reembolsar tudo o que foi exportado depois de 13 de novembro, porque esses produtos passaram a ser isentos e, por isso, o valor pago será devolvido”. O vice-presidente classificou a medida como “uma boa notícia para todo o setor exportador”.
Alckmin também atribuiu o avanço ao diálogo direto entre os presidentes dos dois países.
Ele afirmou que “o presidente Trump destacou, na exposição de motivos da ordem executiva que ele assinou, o diálogo que teve com o presidente Lula, e ressaltou que essa conversa foi importante para o andamento das negociações”. O vice-presidente reforçou que “continuamos otimistas, e o trabalho não terminou, mas agora avançamos com menos barreiras”.
Apesar da redução, alguns itens ainda permanecem sob sobretaxa — como pescado, mel, uva, máquinas, motores e calçados. Alckmin disse que “o empenho continua, porque ainda há produtos importantes que precisam sair do tarifaço, e nós vamos seguir trabalhando para isso”.
Ele informou que Lula apresentou dois pedidos na conversa com Trump: a redução tarifária e a discussão sobre medidas da Lei Magnitsky. “O presidente Lula fez os dois pleitos, apresentou os argumentos do Brasil e destacou que os EUA têm superávit comercial conosco tanto em serviços quanto em produtos”, afirmou.
Alckmin ressaltou que o programa Brasil Mais Soberano, criado para apoiar empresas afetadas pelas barreiras comerciais, segue ativo: “O plano continua, porque ainda existem setores que foram atingidos, e ele beneficia não apenas o exportador, mas também o fornecedor de insumos, que sofre quando a empresa exportadora deixa de vender”.
O vice-presidente também comentou a expectativa americana por uma proposta mais detalhada.
Ele disse que “uma primeira proposta foi apresentada ao governo dos EUA em 4 de novembro, e desde então as negociações têm avançado de forma consistente”. Alckmin repetiu que esta foi “a maior redução já obtida”.
Sobre a agenda entre os presidentes, afirmou que “o presidente Lula convidou o presidente Trump a visitar o Brasil e disse que, se for necessário, está disposto a ir a Washington para continuar o diálogo”. Ele acrescentou que “não existe tema proibido, porque o Brasil sempre manteve uma postura aberta para discutir questões tarifárias e não tarifárias”, citando data centers, inteligência artificial, terras raras e investimentos de big techs.
Alckmin também mencionou avanços recentes do Mercosul, como os acordos com Singapura e EFTA, e a expectativa de assinatura com a União Europeia após mais de duas décadas de negociação.
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