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Alcolumbre critica governo e articula derrota dupla no Senado
Publicado 25/06/2025 • 19:08 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 25/06/2025 • 19:08 | Atualizado há 11 meses
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Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Davi Alcolumbre
O Senado deve votar nesta quarta-feira (25) dois projetos de alto impacto político: a proposta de emenda constitucional que amplia o número de deputados federais, atualizando a distribuição de vagas conforme os dados do Censo 2022, e o projeto de decreto legislativo (PDL) que derruba o decreto do governo federal sobre o IOF. Ambos os temas caminham para derrotas do Palácio do Planalto no Congresso.
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A proposta de redistribuição de cadeiras já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e atende a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a atualização da representação proporcional dos estados. No entanto, o clima no Senado é de forte desgaste com o Executivo.
Durante reunião de líderes nesta manhã, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou abertamente a articulação política do governo federal. Ele afirmou que o Senado “não vai mais segurar rojão sozinho” e liberou a base governista para votar como quiser. Em plenário, Alcolumbre também fez críticas à postura do Planalto após a derrubada de vetos presidenciais ao projeto das eólicas offshore.
Segundo aliados, o senador se irritou com o fato de o governo ter apoiado nos bastidores a derrubada dos vetos — com atuação direta dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) — e depois responsabilizado o Congresso pelo impacto nas tarifas de energia. O aumento na conta de luz é considerado um tema sensível no contexto pré-eleitoral.
A movimentação desta terça tem sido lida nos bastidores como uma reação coordenada entre Alcolumbre e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para demonstrar insatisfação com a articulação do governo e impor uma derrota dupla ao Executivo.
A votação da PEC e do PDL será acompanhada de perto pela equipe econômica e pelo núcleo político do Planalto. O governo não havia conseguido, até o início da sessão, reverter a tendência de aprovação do texto que susta o aumento do IOF — considerado essencial para a recomposição fiscal de 2025.
A expectativa no Congresso é de que a aprovação desses projetos represente não apenas um revés imediato, mas também um recado institucional de que o Legislativo não aceitará ser responsabilizado por medidas impopulares orquestradas pelo próprio governo.
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