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Alta dos combustíveis pressiona empresas e pode travar transportes
Publicado 04/08/2026 • 14:20 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/08/2026 • 14:20 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A alta dos combustíveis tem ampliado os gastos e o endividamento de empresas dos transportes rodoviário e aéreo. Com menos crédito disponível, a tendência é que o mercado trave, avaliou Cássio Seefeld, CEO e fundador da TruckPag, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (4).
Segundo o executivo, o mercado ainda mantém o nível de atividade, mas as empresas estão gastando mais e operando com maior endividamento.
“A gente não vê menos atividade no mercado. Vê mais gastos e um setor totalmente endividado. Com menos crédito e endividamento maior, a tendência é que o mercado trave, seja no transporte rodoviário de cargas ou no transporte aéreo”, afirmou.
A avaliação ocorreu após um levantamento da plataforma KIV apontar que as compras de combustíveis no mercado B2B recuaram em até 63% em meio à alta dos preços. O estudo foi elaborado com base em 17 milhões de notas fiscais.
O levantamento também mostrou que o querosene de aviação registrou alta de quase 50% entre 2024 e 2026. A Petrobras anunciou recentemente um novo reajuste de 1,9% no querosene de aviação.
Leia também: Aumento do querosene de aviação já está em vigor nas refinarias da Petrobras
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Siga o Times | CNBCSeefeld afirmou que a TruckPag monitora mais de 200 mil transações de abastecimento por mês em frotas pesadas.
De acordo com os dados acompanhados pela empresa, o diesel permaneceu relativamente estável até fevereiro, mas registrou altas em março e abril após o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
O monitoramento da TruckPag mostrou que o preço médio do diesel S10 chegou a R$ 7,43 por litro nas bombas utilizadas pelas transportadoras. Em alguns mercados, como a Bahia, a alta chegou a 30%.
Seefeld explicou que a pressão não fica restrita às transportadoras, porque o diesel afeta diretamente o custo dos fretes e, consequentemente, os preços dos produtos que circulam pelo país.
“Uma aceleração tão rápida no preço do combustível interfere na cadeia inteira, porque tudo o que recebemos no mercado é afetado pelo custo do frete”, disse.
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