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Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana

Publicado 22/09/2026 • 11:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo caíram pela quinta sessão seguida após notícias de que a Arábia Saudita pode reativar nesta semana o oleoduto Leste-Oeste.
  • A estrutura permite desviar parte das exportações sauditas para o Mar Vermelho, reduzindo a dependência do Estreito de Ormuz.
  • Investidores seguem atentos à diplomacia entre Estados Unidos e Irã, que pode aliviar ou aumentar a pressão sobre a oferta global de petróleo.
Instalações da refinaria SAMREF, em Yanbu, na Arábia Saudita.

Saudi Aramco

Instalações da refinaria SAMREF, em Yanbu, na Arábia Saudita. A cidade é o ponto de saída no Mar Vermelho do oleoduto Leste-Oeste, que pode ser reativado nesta semana.

Os preços do petróleo caíram pela quinta sessão consecutiva nesta terça-feira, após notícias de que a Arábia Saudita pretende reativar seu oleoduto estratégico Leste-Oeste já nesta semana.

Os contratos futuros do Brent, referência internacional, recuavam 1,8%, a US$ 98,56 por barril, às 7h15 no horário da Costa Leste dos EUA. Já os futuros do West Texas Intermediate dos Estados Unidos caíam 2,3%, para US$ 93,60 por barril.

Riad está realizando testes no oleoduto e pode reativá-lo nesta semana, disse uma pessoa familiarizada com o assunto à Bloomberg News. Fontes disseram à Reuters que o oleoduto já estava bombeando em baixa capacidade e poderia retomar as exportações pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, ainda nesta terça-feira.

Os sauditas fecharam o oleoduto após ele ter sido danificado em um ataque com drones, lançado do Iraque, em 10 de setembro. A estrutura tem desempenhado um papel crucial ao desviar as exportações sauditas de petróleo bruto para o Mar Vermelho, enquanto os Estados Unidos e o Irã disputam o controle do Estreito de Ormuz.

Washington, enquanto isso, intensifica a pressão econômica sobre o Irã. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse à CNBC que todas as companhias aéreas iranianas serão paralisadas a partir de quarta-feira.

“Como fazemos isso? Se eles pousarem, você não poderá fornecer combustível. Não poderá prestar serviços de aterrissagem, não poderá vender passagens a eles, ou será excluído do sistema do dólar”, afirmou Bessent no programa “Squawk Box”, da CNBC.

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Os investidores continuam atentos à possibilidade de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio, após a notícia de que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, viajará para a Organização das Nações Unidas, em Nova York.

Pezeshkian discursará na Assembleia Geral e apresentará as posições do Irã sobre “desdobramentos internacionais”, com foco especial na guerra do país contra os Estados Unidos e Israel, segundo a agência semioficial iraniana Tasnim. Também estão previstas reuniões com líderes de vários países entre 22 e 26 de setembro e no dia 28, à margem do evento.

A atenção deve continuar concentrada nos desdobramentos diplomáticos, afirmou Lukman Otunuga, chefe de pesquisa de mercado da corretora online FXTM.

“A confirmação de negociações diretas entre Washington e Teerã poderia aumentar a pressão de venda sobre os preços ao melhorar as expectativas para a oferta na região”, disse Otunuga.

“Por outro lado, Teerã alertou que uma nova escalada provocaria uma resposta significativa, o que poderia elevar os preços do petróleo”, acrescentou.

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