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DECISÃO 2026: Lula diz na ONU que Brasil “não cabe no quintal de ninguém” e Flávio Bolsonaro acusa Dino de “perseguição política”; veja o dia dos candidatos ao Planalto

Publicado 22/09/2026 • 22:47 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Lula (PT) usou o discurso na Assembleia Geral da ONU para rejeitar interferências externas nas eleições brasileiras e afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
  • Flávio Bolsonaro (PL) voltou a atacar o Supremo durante campanha em São Luís e acusou o ministro Flávio Dino de usar investigação sobre emendas para fazer “perseguição política”.
  • Augusto Cury (Avante) cancelou compromissos após a morte de um conselheiro de campanha; Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) cumpriram agendas pelo país.
Montagem com candidatos à Presidência que participam de agendas de campanha nas eleições de 2026

Lula (PT) colocou a soberania nacional e as eleições brasileiras em destaque no seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (22). Flávio Bolsonaro (PL) voltou a direcionar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma passagem de campanha pelo Maranhão.

Lula rejeita interferência externa em discurso na ONU

Lula não teve agenda pública de campanha nesta terça-feira. O presidente passou a manhã na sede das Nações Unidas, em Nova York, onde se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e abriu o debate geral da 81ª Assembleia Geral.

Em um discurso feito a menos de duas semanas do primeiro turno, Lula dedicou parte de sua fala à soberania brasileira e às eleições.

“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou.

O presidente criticou tentativas de influência externa sobre processos eleitorais e afirmou que as instituições brasileiras estão preparadas para garantir a disputa. A fala ocorreu em meio às tensões entre o governo brasileiro e a administração de Donald Trump e ao apoio manifestado por aliados internacionais à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Lula também tratou do combate ao crime organizado e afirmou que o Brasil precisa de cooperação internacional, mas rejeita intervenções externas. O presidente ainda abordou guerras, reforma do Conselho de Segurança da ONU, desigualdade, inteligência artificial e regulação das plataformas digitais.

Depois do discurso, Lula deixou Nova York com destino a Brasília.

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Flávio acusa Dino de “perseguição política”

Flávio Bolsonaro concentrou a agenda em São Luís, onde participou de uma motocarreata e de um comício ao lado de aliados locais.

Em entrevista a jornalistas, o candidato voltou a atacar o Supremo, desta vez direcionando as críticas ao ministro Flávio Dino, que governou o Maranhão entre 2015 e 2022.

“Flávio Dino está ali [no STF] para fazer perseguição política”, afirmou.

Flávio acusou o ministro de utilizar seletivamente o inquérito que apura possíveis irregularidades na execução de emendas parlamentares e afirmou que aliados de Dino não receberiam o mesmo tratamento.

O senador chamou a investigação de um “novo inquérito do fim do mundo”, em referência ao inquérito das fake news, e cobrou que Dino “deixe de ser um militante na Suprema Corte”.

Cury cancela compromissos após morte de conselheiro

Augusto Cury teve a agenda de campanha cancelada após a confirmação da morte do empresário Bruno Avelar, que integrava o grupo de conselheiros de sua campanha.

Avelar morreu na queda de um helicóptero em Santa Catarina que também vitimou o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e outras três pessoas. As causas do acidente são investigadas.

Nas redes sociais, o candidato lamentou a morte do empresário, a quem chamou de amigo próximo.

À noite, Cury participou da sabatina do programa Veja em Foco e voltou a se colocar como alternativa a Lula e Flávio.

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“O modelo econômico de Lula está falido. O modelo de Flávio Bolsonaro também”, afirmou.

O candidato voltou a descartar apoio aos dois adversários em um eventual segundo turno e afirmou que pretende chegar à etapa final da disputa.

Caiado reforça campanha de aliados em Goiás

Ronaldo Caiado concentrou a agenda em Goiás, onde participou de carreatas em Buriti Alegre e Morrinhos ao lado do governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) e de Gracinha Caiado (União Brasil), que disputa o Senado.

Durante a passagem por Morrinhos, Caiado utilizou sua antiga gestão estadual como vitrine da candidatura presidencial e afirmou que pretende apresentar os resultados de Goiás aos eleitores de outros estados.

“Goiás mostrou ao Brasil o que é boa gestão: impulsionar o desenvolvimento, fortalecer o estado e, acima de tudo, melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse.

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Renan passa por Aparecida e participa de sabatina

Renan Santos começou o dia em Aparecida, no interior paulista, onde participou de uma missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e encontrou apoiadores.

Depois, seguiu para São José dos Campos, onde teve agenda na Universidade do Vale do Paraíba.

À noite, Renan participou do Jornal da Record e encerrou a série de entrevistas da emissora com os candidatos à Presidência.

Mais cedo, em outra entrevista nesta terça-feira, Renan afirmou que gastou parte das primeiras semanas de campanha tentando se aproximar de integrantes do mercado financeiro e criticou a falta de apoio recebido nesse período.

Zema defende industrialização de terras raras no Brasil

Romeu Zema concentrou a agenda em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais.

O candidato participou de entrevistas, almoçou com empresários da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Poços de Caldas e caminhou pelo centro da cidade.

Durante entrevista à Rádio Onda Poços, Zema defendeu que o Brasil amplie o beneficiamento e a industrialização de terras raras em vez de exportar apenas os minerais extraídos no país.

O candidato afirmou que pretende estimular a produção nacional de superímãs, componentes utilizados em setores como veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e geração de energia.

“Nós não vamos exportar o minério, nós vamos exportar o superímã pronto para aplicação”, afirmou.

Zema citou a cadeia do nióbio em Minas Gerais como modelo para aumentar o valor agregado dos minerais críticos produzidos no país.

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