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ANP autoriza Petrobras a retomar perfuração na Bacia da Foz do Amazonas
Publicado 04/02/2026 • 19:13 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/02/2026 • 19:13 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Reprodução/Google Maps
Foz do Amazonas
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço exploratório Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, nesta quarta-feira (4).
As atividades estavam paralisadas desde o dia 6 de janeiro, após a identificação de uma perda de fluido em duas linhas auxiliares que conectam o navio-sonda ao poço.
A retomada, no entanto, não é irrestrita. A agência notificou a estatal de que a operação deverá seguir condicionantes rigorosos de segurança. Entre as medidas exigidas estão a troca de todos os elementos de vedação nas conexões das tubulações e a realização de treinamentos específicos para todos os trabalhadores envolvidos no procedimento.
A decisão da ANP baseou-se em análises técnicas que concluíram que as propostas mitigadoras da petroleira eliminam os empecilhos para o retorno das atividades.
O vazamento que interrompeu a operação ocorreu no dia 4 de janeiro, a cerca de 175 km da costa do Amapá. Segundo a Petrobras, o material liberado foi exclusivamente o fluido de perfuração, popularmente conhecido como “lama”. Esse composto, essencial para resfriar a broca e controlar a pressão do poço, é à base de água e possui baixa toxicidade.
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O Ibama confirmou que foi comunicado imediatamente e ratificou que não houve vazamento de petróleo na região.
Por ser um fluido biodegradável, a companhia reforçou que o incidente não apresentou riscos ao meio ambiente ou à população local. Ainda assim, a interrupção foi necessária para que as tubulações fossem recolhidas à superfície para avaliação e reparos. A área de perfuração, no bloco FZA-M-059, situa-se em águas profundas e é monitorada de perto devido à sensibilidade ambiental da região.
A exploração na Foz do Amazonas é vista pelo Ministério de Minas e Energia (MME) como a fronteira mais promissora do setor petrolífero nacional. Inserida na Margem Equatorial, a região tem potencial para transformar o perfil energético do Brasil:
Apesar do otimismo econômico, a atividade enfrenta resistência de grupos ambientalistas. A Petrobras ressalta que, nesta fase, o trabalho é estritamente de pesquisa exploratória para coleta de dados geológicos, e a previsão é que essa etapa de perfuração dure aproximadamente cinco meses.
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