CNBC
China vive boom de IPOs e movimenta US$ 54 bilhões em 2026

CNBCChina confirma primeiras negociações sobre IA com os EUA e sinaliza extensão da trégua comercial

Notícias do Brasil

Banco Central reduz projeção do PIB para 2026 e prevê crescimento de 1,4% em 2027

Publicado 24/09/2026 • 13:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento da economia em 2026 e prevê alta de 1,4% em 2027.
  • O BC não espera que o IPCA chegue aos 3% antes de 2029.
  • O saldo de crédito deve crescer 9,1% em 2026 e 8,8% em 2027, enquanto o ambiente externo segue sujeito a riscos econômicos, geopolíticos e climáticos.
autonomia

Foto: EBC/Agência Brasil

O Banco Central (BC) reduziu de 2% para 1,8% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026 e estima uma expansão de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. As projeções constam do relatório de política monetária divulgado nesta quinta-feira (24).

A revisão para este ano leva em conta sinais de enfraquecimento da atividade econômica, especialmente a partir dos dados do segundo trimestre e dos primeiros indicadores do terceiro. Segundo o BC, indústria e serviços perderam ritmo, enquanto o mercado de trabalho apresentou acomodação e o consumo das famílias recuou.

Para 2027, a autoridade monetária considera que a economia deverá continuar sob efeito de juros elevados, menor utilização dos fatores de produção e redução dos estímulos fiscais e de crédito. A agropecuária e a indústria extrativa também devem ter participação mais limitada no crescimento.

Leia também: BC e BCE iniciam avaliação para interligação entre Pix e sistema europeu de pagamento

Projeção do BC fica abaixo da estimativa do governo

A previsão de expansão de 1,4% em 2027 é inferior à estimativa do Ministério da Fazenda, que passou a projetar crescimento de 2,3% para o próximo ano.

A estimativa do Banco Central, porém, está próxima das expectativas reunidas no Boletim Focus. De acordo com o relatório, analistas do mercado financeiro calculavam crescimento de 1,43% do PIB em 2027.

Segundo a Folha de S. Paulo, no setor agropecuário, o BC cita riscos relacionados à possibilidade de ocorrência de um El Niño intenso, além de preços elevados de insumos e do nível de endividamento dos produtores.

Juros elevados ajudam a conter atividade econômica

A perda de ritmo da economia ocorre em um ambiente de política monetária restritiva. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu recentemente a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, mas os juros permanecem em nível elevado.

De acordo com o BC, os efeitos da política monetária vêm aparecendo de forma gradual, inclusive na desaceleração do crédito bancário. O relatório aponta que o endividamento continua pressionando famílias e empresas, enquanto indicadores de comprometimento de renda e inadimplência permanecem em níveis altos.

A instituição também avalia que medidas de estímulo ao consumo e ao crédito podem aumentar pressões inflacionárias e dificultar uma redução mais rápida da taxa básica de juros. O cenário fiscal é citado entre os fatores de risco para a trajetória dos preços.

Inflação deve permanecer acima do centro da meta

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O Banco Central não espera que a inflação chegue ao centro da meta, de 3%, antes de 2029. Para o primeiro trimestre de 2028, período atualmente considerado relevante para as decisões de política monetária, a projeção é de inflação de 3,2%. No primeiro trimestre de 2029, a estimativa recua para 3,1%.

O sistema de metas prevê tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

O relatório também aponta aumento do risco de o IPCA ultrapassar o limite superior da meta em 2026. A probabilidade calculada pelo BC passou de 79% para 90%. Para 2027, a chance subiu de 28% para 33%.

Crédito deve crescer 9,1% neste ano

Apesar da desaceleração da economia, o Banco Central elevou ligeiramente a projeção de crescimento do saldo de crédito em 2026, de 9% para 9,1%. Para 2027, a expectativa é de avanço de 8,8%.

A composição, no entanto, mudou. A previsão para o crédito com recursos livres — aquele em que as instituições financeiras têm maior liberdade para definir as condições das operações — foi reduzida em 0,6 ponto percentual, para 7,2% neste ano. Em sentido contrário, a estimativa para as linhas com recursos direcionados foi elevada em um ponto percentual.

Para 2027, o BC espera melhora no crédito livre, principalmente nas operações destinadas às empresas, enquanto as linhas direcionadas devem crescer em ritmo mais moderado.

Leia também: Vorcaro discutiu ação contra BC antes de veto à venda do Master ao BRB

Contas externas seguem sujeitas a riscos

No setor externo, o Banco Central projeta redução do déficit das transações do Brasil com outros países em 2027, para US$ 55 bilhões, equivalente a 2% do PIB. O resultado seria inferior ao déficit de US$ 69 bilhões, ou 3% do PIB, registrado em 2025.

A expectativa de entrada de investimento direto no país é de US$ 75 bilhões, equivalente a 2,7% do PIB.

Segundo o relatório, o cenário externo continua exposto a fatores como mudanças nas políticas comerciais de parceiros relevantes, os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio e possíveis eventos climáticos associados ao El Niño.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil