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Robô doméstico Astro, da Amazon, conquista fãs, mas pode acabar no lixo; empresa prepara nova tentativa
Publicado 08/11/2026 • 14:54 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 08/11/2026 • 14:54 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: Divulgação / Amazon
Em 2017, Jeff Bezos fez uma aposta ambiciosa: acreditava que, em um futuro não muito distante, os consumidores teriam robôs dentro de casa. Entusiasta da ficção científica e da robótica, o então presidente-executivo e fundador da Amazon encarregou dirigentes da divisão de dispositivos de transformar a ideia em produto.
O resultado apareceu alguns anos depois. Apresentado ao público em 2021, o Astro, vendido por US$ 1.450, combinava uma tela com a assistente Alexa a uma base móvel. O equipamento podia percorrer a residência de maneira autônoma, reconhecer rostos e funcionar como sistema itinerante de monitoramento de segurança.
A promessa, porém, não se converteu em lançamento amplo. O Astro permaneceu restrito a compradores convidados e chegou a apenas alguns milhares de clientes. Parte deles agora teme que o aparelho esteja perto do fim. Uma versão destinada a empresas, apresentada em 2023, foi descontinuada menos de um ano depois.
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Apesar das dificuldades, a Amazon não abandonou a visão de Bezos. Nos últimos meses, a empresa montou uma equipe dedicada a um produto robótico inédito, segundo análise da CNBC de anúncios de vagas de emprego.
Uma das vagas, posteriormente retirada do ar, afirmava que os robôs estavam prestes a sair dos filmes e entrar nas casas. A descrição mencionava um dispositivo capaz de se deslocar por ambientes domésticos dinâmicos e operar autonomamente ao lado dos integrantes da família.
A estratégia segue uma característica histórica da companhia: investir em tecnologias de longo prazo, mesmo sob o risco de incompreensão inicial, para conquistar espaço em novos mercados. Foi assim com produtos como a Alexa e o leitor digital Kindle.
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Em sua mais recente carta anual aos investidores, o presidente-executivo Andy Jassy classificou inteligência artificial e robótica entre as maiores transformações de nossa época. Segundo ele, a empresa procura antecipar invenções que tornem a vida cotidiana mais simples e melhor.
As projeções para o setor ajudam a explicar o interesse. Em relatório de janeiro, o Barclays estimou que o mercado global de humanoides, hoje avaliado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, poderia alcançar cerca de US$ 40 bilhões em 2035. Nos cenários mais otimistas, a cifra chegaria a US$ 200 bilhões.
A Amazon também reorganizou sua estrutura. Neste ano, transferiu boa parte da equipe responsável pelo Astro para outras funções e recrutou um especialista em robótica do MIT para atuar no novo projeto, de acordo com perfis profissionais analisados pela CNBC.
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Em março, a companhia comprou a Fauna Robotics, empresa de Nova York responsável pelo Sprout, um humanoide de aproximadamente 1,07 metro de altura. A aquisição passou a integrar uma nova divisão chamada Personal Robotics Group.
Parte dos profissionais desse grupo veio do Lab126, centro de pesquisa e desenvolvimento que participou da criação de produtos como Kindle, Echo, Fire TV e Fire Tablet — mas também do Fire Phone, um dos fracassos comerciais mais conhecidos da Amazon.
Ainda não está claro qual será o formato do novo robô doméstico nem quais tarefas ele executará. Um anúncio de emprego de junho sugeria a intenção de criar máquinas que, além de funcionais, fossem agradáveis de usar e conviver.
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Uma possibilidade é adaptar a tecnologia da Fauna para residências ou estabelecimentos comerciais. Com sobrancelhas amarelas expressivas e proposta de aparência amigável, o Sprout tem sido utilizado principalmente por desenvolvedores e pesquisadores de instituições acadêmicas e empresas.
Anúncios de vagas publicados em outubro indicavam preocupação com a experiência prática dos usuários. Uma posição buscava um engenheiro para suporte técnico e reparos no local; outra procurava um designer para definir como seria viver com um robô da Fauna.
Em comunicado à CNBC, o porta-voz Brad Glasser afirmou que a aquisição da Fauna reflete o compromisso da Amazon em superar obstáculos que ainda impedem a consolidação do mercado de robótica pessoal. Ele disse que a empresa acredita em um futuro no qual robôs ajudem as pessoas de maneira significativa no cotidiano e pretende contribuir para torná-lo realidade.
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Glasser reconheceu, contudo, que existe uma distância considerável entre o desempenho em laboratórios controlados e o funcionamento em ambientes reais, como salas de estar e saguões. Segundo ele, a Amazon trabalha com a comunidade de robótica para enfrentar esses desafios.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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