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Quem é a brasileira de 29 anos que se tornou a bilionária mais jovem do mundo
Publicado 03/12/2025 • 12:43 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 03/12/2025 • 12:43 | Atualizado há 7 meses
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Aos 29 anos, Luana Lopes Lara entrou para o seleto grupo de bilionários mundiais que construíram suas fortunas sozinhos, segundo dados da Forbes. Formada em ciência da computação pelo MIT, Luana passou pelos estágios de verão da Bridgewater Associates e da Citadel, antes de fundar a startup Kalshi, atualmente avaliada em US$ 11 bilhões (R$ 58,63 bilhões).
Antes de conquistar o mundo da tecnologia, Luana trilhou o caminho do balé, enfrentando treinamentos rigorosos na Escola de Teatro Bolshoi, no Brasil. Durante as aulas, era submetida a testes extremos, como segurar a perna levantada até a orelha enquanto professoras colocavam cigarros acesos próximos à sua coxa, e competir com colegas que escondiam cacos de vidro nas sapatilhas umas das outras para se destacar.
Paralelamente, destacava-se academicamente, conquistando medalhas em olimpíadas de astronomia e matemática. Após se apresentar profissionalmente na Áustria, decidiu deixar as sapatilhas de ponta de lado e iniciar sua jornada no empreendedorismo nos Estados Unidos.
A ideia da Kalshi surgiu de maneira quase casual, durante uma caminhada de volta para seus apartamentos no Distrito Financeiro do MIT. Luana e Tarek Mansour, seu sócio, perceberam que muitos investidores e traders tomam decisões baseadas em expectativas sobre o futuro, seja resultado de eleições, eventos esportivos ou acontecimentos culturais.
“Notamos que não havia uma forma direta de negociar a probabilidade de eventos específicos, sem passar pelos mercados financeiros tradicionais”, contou Luana em entrevista. A partir desse insight, ambos desenvolveram a proposta de um mercado de previsões regulamentado, que mais tarde seria aceito pela Y Combinator, aceleradora de startups.

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Siga o Times | CNBCFundada em 2018 ao lado de Tarek Mansour, também de 29 anos, a Kalshi permite aos usuários apostar na probabilidade de eventos futuros, de eleições a acontecimentos culturais e esportivos. Recentemente, a empresa levantou US$ 1 bilhão (R$ 5,33 bilhões) em rodada liderada pela Paradigm, com participação de fundos como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator, atingindo avaliação de US$ 11 bilhões (R$ 58,63 bilhões).
Cada cofundador detém cerca de 12% da empresa, o que eleva o patrimônio individual a US$ 1,3 bilhão (R$ 6,93 bilhões). Em menos de seis meses, a avaliação da Kalshi mais que quintuplicou, refletindo o crescimento acelerado e o aumento do volume teórico de negociações, que chegou a US$ 5,8 bilhões (R$ 30,91 bilhões) em novembro.
Um dos diferenciais da Kalshi é sua regulamentação junto à CFTC, obtida em 2020, que permite operar legalmente como mercado de contratos de eventos. Em 2023, Luana liderou a disputa judicial que liberou contratos eleitorais inicialmente rejeitados pelos reguladores, consolidando a empresa como a primeira a oferecer contratos eleitorais regulamentados nos EUA em mais de um século.
O foco na legalidade e na inovação diferenciou a Kalshi de concorrentes como a Polymarket, cuja falta de regulamentação levou a multas e limitações operacionais. Hoje, a startup também se integra a corretoras como Robinhood e Webull, além de investir em criptomoedas via Solana e firmar parcerias com a NHL e marketplaces como StockX.
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