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Cade troca presidente interino enquanto novo nome não é definido

Publicado 11/04/2026 • 17:48 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Cade opera com quórum mínimo após saída de Gustavo Augusto da presidência interina.
  • Diogo Thomson assume comando provisório do Cade com impedimentos em alguns processos.
  • Indicações ao Cade dependem de aprovação de Jorge Messias ao STF pelo Senado.
Adespedida de Gustavo Augusto da Presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

Adespedida de Gustavo Augusto da Presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) encerra a semana sem presidente efetivo e no limite do quórum mínimo. O conselheiro Gustavo Augusto Freitas de Lima deixa o cargo neste sábado (11), após nove meses à frente da autarquia em caráter interino, sem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha indicado um substituto.

A partir de domingo (12), quem assume a presidência provisória é o conselheiro Diogo Thomson, o mais antigo em exercício.

Gustavo Augusto conduziu sua última sessão de julgamento na quarta-feira (8). Antes do início dos trabalhos, colegas, ex-dirigentes e autoridades reuniram-se para a despedida. Estavam presentes o ex-presidente do órgão Alexandre Cordeiro, antecessor direto de Gustavo no posto, e o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco.

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Indicações emperradas no Senado

O nó que impede a definição de um presidente efetivo para o Cade está no Congresso. As indicações ao órgão seguem dependentes da aprovação de outras nomeações que precisam passar pelo Senado Federal.

A principal delas é a do atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto esse movimento não se resolve, o Palácio do Planalto não apresenta nomes para o Cade.

O resultado prático é um órgão operando no limite. Com a saída de Gustavo Augusto, o tribunal passa a contar com apenas quatro conselheiros: Diogo Thomson, Carlos Jacques, Camila Cabral e José Levi Mello do Amaral Júnior. Esse é o número mínimo para a votação de atos de concentração.

Quórum sob pressão

A situação é mais delicada do que o número sugere. O futuro presidente interino Diogo Thomson já ocupou o cargo de superintendente-geral adjunto do Cade, o que o obriga a se declarar impedido em parte dos processos que chegam ao tribunal. Isso reduz ainda mais o quórum efetivo em determinados julgamentos.

Em março, o conselheiro José Levi chegou a indicar a colegas a possibilidade de renunciar ao mandato, que vai até janeiro de 2028. A informação mais recente, porém, é de que ele não deve deixar o órgão por ora.

Advogados e economistas que atuam no Cade avaliam que, mesmo com quatro conselheiros, não deve se repetir o cenário de 2019 e de 2023, quando os prazos chegaram a ser interrompidos. Sem quórum, empresas ficam impedidas de concluir operações até que o número mínimo de membros seja restabelecido.

Gestão no Cade marcada por divisões

A interinidade de Gustavo Augusto, iniciada em meados de julho de 2025 após a saída de Alexandre Cordeiro, foi marcada por embates internos. Gustavo integrou a ala minoritária do tribunal, opondo-se aos conselheiros José Levi, Camila Cabral, Diogo Thomson e ao então conselheiro Victor Fernandes. Nas sessões públicas de quarta-feira, houve trocas de farpas entre os membros do colegiado.

Apesar do ambiente tenso, o período incluiu a aprovação de fusões de grande repercussão, entre elas a das varejistas Petz e Cobasi e a das empresas alimentícias BRF e Marfrig, além de julgamentos envolvendo companhias aéreas e big techs.

O superintendente-geral Alexandre Barreto destacou, na cerimônia de despedida, que Gustavo Augusto manteve uma postura de abertura ao diálogo sem abrir mão de suas convicções. Segundo Barreto, o conselheiro “jamais teve receio de expor suas ideias, com muita coragem”, defendendo seu ponto de vista mesmo quando não havia unanimidade.

Sucessão em aberto no Cade

O nome mais cotado nos bastidores para assumir a presidência de forma efetiva é o do conselheiro Carlos Jacques, ligado ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Outros nomes circulam nos corredores do órgão, incluindo advogados com atuação no Cade, mas o governo ainda não sinalizou uma definição.

A autarquia vive um momento de agenda pesada. O Cade é peça central no projeto de lei do Executivo que regula a concorrência entre plataformas digitais. O texto, que teve urgência aprovada pela Câmara dos Deputados em meados de março, cria a Superintendência de Mercados Digitais (SMD) no âmbito do órgão e amplia suas atribuições, incluindo a designação de agentes econômicos de relevância sistêmica. As big techs criticam o projeto e pedem mais tempo para análise.

Paralelamente, o governo tem acionado o Cade para atuar no mercado de combustíveis. Na terça-feira (7), a pedido do Ministério da Justiça, a Superintendência-Geral do órgão instaurou um inquérito administrativo para investigar a conduta de dirigentes de sindicatos de revendedores de combustíveis nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

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