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Caso Master: contradições marcam oitivas na PF e levam Vorcaro e Paulo Henrique à acareação
Publicado 30/12/2025 • 23:31 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 30/12/2025 • 23:31 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Contradições nos depoimentos prestados à Polícia Federal (PF) no Supremo Tribunal Federal (STF) durante a tarde desta terça-feira (30) motivaram a decisão de promover uma acareação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na noite desta terça-feira (30).
Antes, a delegada da PF, Janaína Palazzo, que conduziu o trabalho, havia decidido dispensar o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, após o término de seu depoimento.
A acareação durou pouco mais de meia hora. Todos os procedimentos foram acompanhados por um representante do Ministério Público Federal e um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli.
No total, as conversas individuais duraram cerca de sete horas. O primeiro depoimento foi do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, realizado presencialmente na sala de audiências do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram mais de três horas de oitiva. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, depôs na sequência e houve contradição entre os depoimentos dos dois. Por último, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, apresentou sua versão e foi dispensado.
O ministro Dias Toffoli determinou sigilo nas investigações sobre o caso. Todos os documentos relativos ao tema estão concentrados no Supremo.
Vorcaro e Costa são investigados pela PF por irregularidades na venda de falsas carteiras de crédito consignado do Banco Master para o BRB por R$ 12,2 bilhões. Já Aquino, que não é investigado, é o diretor que recomendou o voto pela liquidação do banco para a diretoria colegiada do Banco Central.
Também foi ele, com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, quem informou o Ministério Público sobre os indícios de fraude encontrados no banco. O BC decretou a liquidação do Master em 18 de novembro.
O dono do Master chegou a ser preso preventivamente em 17 de novembro, mas foi solto com tornozeleira eletrônica no dia 29 do mesmo mês após receber um habeas corpus. Costa foi afastado da presidência do BRB por decisão judicial. A investigação foi enviada ao Supremo devido à apreensão de um documento com Vorcaro que citava um deputado federal.
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