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China reage a Trump sobre Groenlândia, enquanto Rússia mantém silêncio
Publicado 08/01/2026 • 08:36 | Atualizado há 21 horas
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Publicado 08/01/2026 • 08:36 | Atualizado há 21 horas
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Quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país precisaria assumir o controle da Groenlândia por razões de segurança nacional, dizendo que navios chineses e russos estavam “por toda parte” na região do Ártico, as declarações provocaram uma rápida reação de China.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, rebateu na segunda-feira, acusando Washington de “usar a chamada ‘ameaça chinesa’ como pretexto para buscar ganhos egoístas”.
A Rússia, por outro lado, tem se mantido notavelmente em silêncio diante das ambições de Trump de assumir o controle da Groenlândia e de sua ameaça de recorrer à força militar para tomar a ilha ártica, se necessário.
O silêncio vindo do Kremlin pode ser explicado, em parte, pelo fato de o país atravessar um período de feriados, com cristãos ortodoxos celebrando o Natal em 7 de janeiro. A liderança russa também ainda não comentou a captura, no fim de semana passado, do aliado russo Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou um comunicado criticando as “ações agressivas” dos EUA na Venezuela e a apreensão, na quarta-feira, de um petroleiro recém-registrado sob bandeira russa no Atlântico. Ainda assim, permaneceu em silêncio sobre a Groenlândia, território semiautônomo pertencente à Dinamarca.
Leia também: ‘Atirar primeiro e perguntar depois’: Dinamarca diz que soldados estão autorizados a reagir contra EUA na Groenlândia
Moscou tem, possivelmente, mais motivos do que a China para se manifestar sobre qualquer tentativa dos EUA de assumir o controle de um território ártico de grandes dimensões como a Groenlândia, dado o foco intenso da Rússia nos interesses geoestratégicos — e concorrentes — no Ártico nos últimos anos.
O presidente russo Vladimir Putin já destacou a importância estratégica da região. A Rússia é, de longe, a maior nação ártica, com cerca de 53% da costa do Oceano Ártico, e mantém interesses geopolíticos, estratégicos e socioeconômicos históricos na área.
O Ártico é um motor estratégico de empregos, investimentos e crescimento para a economia russa, com atividades de extração de petróleo, gás e minerais, além de pesca, infraestrutura e logística de transporte, especialmente ligadas à Rota do Mar do Norte, um dos principais corredores marítimos entre a Europa e a Ásia.
Além disso, a Rússia mantém no Ártico seu sistema de dissuasão nuclear baseado no mar, diversas bases militares e campos de aviação, bem como uma frota especializada de quebra-gelos para facilitar o comércio, o transporte e a exploração de recursos na região.
Os interesses russos no Ártico podem ser impactados pela fixação dos EUA na Groenlândia, especialmente em caso de uma tentativa de tomada do território pela força. Ainda assim, analistas ouvidos pela CNBC afirmam que Moscou está mais interessada em ver seu objetivo final, o enfraquecimento da OTAN, avançar.
“O interesse russo na Groenlândia é mínimo”, disse Jamie Shea, ex-secretário-geral adjunto da OTAN e atualmente especialista em segurança internacional no think tank Chatham House.
Segundo ele, mesmo que os EUA aumentem sua presença na Groenlândia, pouco mudaria estrategicamente para a Rússia, já que países como Canadá, Dinamarca, Noruega e Reino Unido vêm ampliando sua presença militar no Alto Norte, além da entrada de Suécia e Finlândia na OTAN.
Putin ficaria “satisfeito em ver mais divisões e incoerência dentro da OTAN e uma grande crise transatlântica que pudesse levar os EUA a reduzir o apoio à Ucrânia e retirar tropas da Europa”, avaliou Shea.
Se os EUA ficarem “presos ao Hemisfério Ocidental”, isso daria à Rússia mais espaço para ampliar sua influência na África, no Oriente Médio, na Ásia Central e na Europa, um “enorme ganho” para Putin, segundo o analista.
A retomada da ofensiva de Trump sobre a Groenlândia, acompanhada da ameaça de uso da força militar, provocou ondas de choque na OTAN e entre seus membros europeus nesta semana.
Tanto a Groenlândia quanto a Dinamarca reiteraram que a ilha não está à venda e que qualquer ação militar colocaria em risco a própria existência da OTAN.
Líderes europeus também reagiram, afirmando que “cabe exclusivamente à Dinamarca e à Groenlândia decidir sobre assuntos que lhes dizem respeito”.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana.
Para Edward R. Arnold, pesquisador sênior do RUSI, o alarme entre líderes europeus e a possibilidade crescente de desintegração da OTAN representam “um presente absoluto para Putin”.
“Putin sempre soube, assim como os líderes soviéticos antes dele, que a Rússia não pode derrotar a OTAN militarmente. Ela é poderosa demais. Por isso, precisa derrotá-la politicamente”, afirmou Arnold.
Segundo ele, se a anexação da Groenlândia se tornasse um cenário mais plausível, “a OTAN acabaria se autodestruindo politicamente”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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