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‘Atirar primeiro e perguntar depois’: Dinamarca diz que soldados estão autorizados a reagir contra EUA na Groenlândia
Publicado 07/01/2026 • 21:07 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 07/01/2026 • 21:07 | Atualizado há 9 meses
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Pixabay
Bandeira da Dinamarca
O ministério da Defesa da Dinamarca confirmou nesta quarta-feira (7) a vigência do “atirar primeiro e perguntar depois”, uma norma militar de 1952 que exige que seus soldados contra-ataquem “imediatamente” qualquer força invasora na Groenlândia, sem a necessidade de aguardar ordens superiores.
A reafirmação dessa regra de engajamento ocorre em um momento de tensão sem precedentes, após o presidente Donald Trump reiterar sua intenção de anexar o território da OTAN, sugerindo o uso de força militar caso a negociação de compra seja negada.
O governo dinamarquês, que administra a ilha como território ultramarino, sustenta que o local “não está à venda” e encara as ameaças como um risco direto à sua soberania nacional.
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A crise diplomática mobilizou as principais potências europeias, que já discutem uma resposta conjunta a uma eventual agressão dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou estar em contato com parceiros europeus e revelou ter conversado com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
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Siga o Times | CNBCEmbora Rubio tenha tentado tranquilizar os aliados ao afirmar que uma invasão não é a abordagem pretendida, as declarações da Casa Branca permanecem contraditórias. A porta-voz da presidência, Karoline Leavitt, declarou que a ação militar “é sempre uma opção”, enquanto funcionários americanos já discutem a tomada da ilha como uma possibilidade concreta e estratégica para a segurança do Ártico.
Especialistas e líderes políticos alertam que um ataque de um membro da OTAN contra outro seria um evento sem precedentes que marcaria, provavelmente, o fim da aliança. O ex-primeiro-ministro francês Dominique de Villepin alertou que, caso a invasão ocorra, o status dos Estados Unidos para a Europa mudaria de aliado ou rival para o de inimigo.
Enquanto o Reino Unido, por Sir Keir Starmer, também buscou posicionar-se em conversas diretas com Trump, o mercado observa com cautela a instabilidade geopolítica.
Caso a tensão escale, o impacto na soberania europeia e nas rotas comerciais do Ártico poderia gerar perdas bilionárias, superando o valor de qualquer transação imobiliária pretendida pelo governo americano.
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