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Como o Banco Master teria desviado R$ 11,5 bilhões; entenda
Publicado 11/01/2026 • 20:56 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/01/2026 • 20:56 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Banco Master
O Banco Central enviou ao Ministério Público uma lista com 36 empresas (muitas delas suspeitas de serem “de papel”) que serviram de fachada para a concessão de empréstimos fictícios que totalizam R$ 11,5 bilhões.
O relatório foi obtido pelo Valor e detalha o que o BC classifica como um “passeio do dinheiro”. Recursos captados pelo Master junto ao público via CDBs (garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito — FGC) eram emprestados a essas companhias de pequeno porte, muitas do setor de construção civil e com capital social inferior a R$ 1 mil. O montante médio desviado por operação foi de R$ 288 milhões, com destaque para a Brain Realty, que tomou sozinha R$ 449,36 milhões.
O ponto central da fraude ocorria através de fundos administrados pela Reag, como o FIDC High Tower.
O processo seguia etapas:
As 36 empresas tomavam crédito do Master (com destaque para a Brain Realty, que obteve R$ 449,36 milhões).
Os recursos eram investidos nos fundos D Mais e Bravo (REAG).
O dinheiro era direcionado ao FIDC High Tower para a compra de cártulas do antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Tais papéis, sem liquidez, eram comprados por valores baixos e reavaliados artificialmente.
Em um dos casos citados pelo BC, papéis comprados por R$ 850 milhões foram lançados no balanço por R$ 10,8 bilhões.
Graças a essa manobra, o fundo High Tower chegou a reportar um retorno anual astronômico de 10.502.205,65% em 2024. O lucro gerado era, na verdade, o capital extraído do Master, que retornava ao banco como aplicações em CDBs em nome de laranjas para simular aumentos de capital.
As investigações do BC estabeleceram um elo entre este esquema e a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes para o Banco de Brasília (BRB). Descobriu-se que os controladores do Master e do BRB tentaram realizar aumentos de capital utilizando recursos originários justamente das contas laranjas abastecidas pelo esquema REAG.
A REAG, que já era investigada na Operação Carbono Oculto (sobre lavagem de dinheiro para o PCC), teve seis fundos citados pelo BC como peças-chave nas movimentações: Astralo 95, Reag Growth 95, Hans 95, Maia 95 e Anna. O Banco Central solicitou o congelamento de R$ 11,5 bilhões para tentar ressarcir credores, incluindo fundos de pensão e o FGC.
Graças a essa manobra, o fundo High Tower chegou a reportar um retorno anual astronômico de 10.502.205,65% em 2024. O lucro gerado era, na verdade, o capital extraído do Master, que retornava ao banco como aplicações em CDBs em nome de laranjas para simular aumentos de capital.
As investigações do BC estabeleceram um elo entre este esquema e a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes para o Banco de Brasília (BRB). Descobriu-se que os controladores do Master e do BRB tentaram realizar aumentos de capital utilizando recursos originários justamente das contas laranjas abastecidas pelo esquema REAG.
A REAG, que já era investigada na Operação Carbono Oculto (sobre lavagem de dinheiro para o PCC), teve seis fundos citados pelo BC como peças-chave nas movimentações: Astralo 95, Reag Growth 95, Hans 95, Maia 95 e Anna. O Banco Central solicitou o congelamento de R$ 11,5 bilhões para tentar ressarcir credores, incluindo fundos de pensão e o FGC.
Em nota, a REAG afirmou que não é alvo da operação e que os fundos mencionados são regulados e supervisionados pela CVM e pelo BC. A gestora ressaltou que todos os aportes são homologados pela autoridade monetária, que checa a origem dos recursos.
A defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Master, esclareceu que não solicitou o envio de operações ao STF e que decisões judiciais anteriores afirmaram não haver relação de Vorcaro ou do banco com as operações Carbono Oculto, Quasar ou Tank, buscando desvincular sua imagem das notícias de irregularidades.
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