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Ex-dirigentes do INSS teriam citado nome de filho de Lula em negociação por delação premiada
Publicado 26/02/2026 • 20:55 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 26/02/2026 • 20:55 | Atualizado há 4 meses
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Lulinha
Dois ex-integrantes do alto escalão do INSS estariam em estágio avançado de negociação de delação premiada. As informações são da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
Segundo a reportagem, o ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis teriam citado o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, além de políticos que teriam ligação com o esquema investigado na chamada “Farra do INSS”.
Os dois ex-servidores estão presos desde 13 de novembro. Virgílio é acusado pela Polícia Federal de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a entidades investigadas por descontos ilegais em aposentadorias. Parte dos valores (cerca de R$ 7,5 milhões) teria origem em negócios do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
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Ainda segundo a PF, os repasses teriam sido direcionados a empresas e contas da esposa de Virgílio, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson. A investigação também aponta aumento patrimonial do ex-procurador de R$ 18,3 milhões.
Já André Fidelis, que ocupou a Diretoria de Benefícios do INSS entre 2023 e 2024, é suspeito de ter recebido R$ 3,4 milhões em propina no período, segundo investigadores. Conforme citado pelo relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), Fidelis teria sido o diretor que mais concedeu Acordos de Cooperação Técnica (ACTs), habilitando 14 entidades responsáveis por descontos que somaram R$ 1,6 bilhão.
A coluna também afirma que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes prepara proposta de delação, após familiares se tornarem alvo das investigações.
A advogada Izabella Borges, que representa Virgílio Oliveira Filho, negou que exista delação em andamento. A reportagem tentou contato com a defesa de André Fidelis, mas sem sucesso.
Leia também: O que é a CPMI do INSS: entenda o que está sendo investigado e quem pode ser afetado
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Siga o Times | CNBCEm nota à imprensa, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega que ele conheça Virgílio Filho ou André Fidelis. O texto diz ainda que Lulinha “jamais teve com eles qualquer tipo de relação, financeira, pessoal ou profissional”.
“Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”, diz o texto, assinado pelo advogado Guilherme Suguimori Santos.
Leia abaixo a íntegra da nota de Fábio Luís:
“Recebemos com surpresa a matéria veiculada no Metrópoles afirmando que um ex-procurador e um ex-diretor do INSS teriam fechado acordo de delação premiada, delatando Fábio Luís Lula da Silva e políticos do Centrão.
A matéria não informa nenhum dado concreto sobre o que teria sido delatado nem qual seria a suposta e alegada participação de Fábio, o que impede qualquer esclarecimento além do fato de que Fábio Luís não conhece esses indivíduos e jamais teve com eles qualquer tipo de relação financeira, pessoal ou profissional. Fábio não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de fraudes ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa.
As negociações de acordos de delação são sigilosas por previsão legal e jurisprudencial, tornando inverificável a sua existência — factóide que foi negado pela defesa de um dos supostos delatores — bem como a confirmação de seu conteúdo, que foi meramente mencionado sem apresentação de fatos ou detalhes. A publicação desse dado vazio na véspera de sessão da CPMI, que notoriamente vem discutindo medidas relativas a Fábio Luís naquele procedimento, será fatalmente utilizada para fins políticos antes de sua confirmação, escancarando a irresponsabilidade de setores com interesses específicos e políticos.
Lamentamos que, mais uma vez, o nome de Fábio Luís Lula da Silva esteja sendo utilizado indevidamente, com interesses escusos, em mais uma tentativa de atingir indiretamente o governo. Todas as afirmações levianas do passado se comprovaram falsas, o que ocorrerá também neste caso.
Finalmente, reitero que, diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação, tendo Fábio se colocado à disposição daquele Tribunal para prestar qualquer esclarecimento eventualmente necessário após ter conhecimento do que existe (ou não existe) naqueles autos — acesso esse que ainda não lhe foi concedido, o que impede qualquer outra manifestação neste momento, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate a conjecturas inverificáveis”.
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