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Correios renegociaram quase toda a dívida com fornecedores, com economia de R$ 321 milhões

Publicado 13/03/2026 • 19:16 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Correios economizaram R$ 321 milhões após renegociar 98,2% das dívidas com fornecedores e prestadores de serviços, abrindo mão de multas e juros para aliviar o caixa da estatal.
  • Reestruturação inclui empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União, parcelamento de R$ 1,2 bilhão em precatórios e venda de imóveis para reforçar liquidez.
  • Mesmo com ajustes e melhora operacional, expectativa é de prejuízo elevado em 2026 após perdas bilionárias registradas no ano passado.

Elza Fiúza / Arquivo Agência Brasil

A cúpula dos Correios avalia positivamente os primeiros resultados do plano de reestruturação da empresa, com cumprimento das metas de receita e despesa. No momento, a análise interna é de que as medidas têm ajudado a dar folga ao caixa da estatal e preservar a liquidez, embora a expectativa ainda seja de prejuízo expressivo em 2026, com reversão prevista apenas em 2027.

A cúpula dos Correios avalia positivamente os primeiros resultados do plano de reestruturação da empresa, com cumprimento das metas de receita e despesa. No momento, a análise interna é de que as medidas têm ajudado a dar folga ao caixa da estatal e preservar a liquidez, embora a expectativa ainda seja de prejuízo expressivo em 2026, com reversão prevista apenas em 2027.

De janeiro até esta sexta-feira (13), a empresa economizou R$ 321 milhões após renegociar 98,2% das dívidas com fornecedores e prestadores de serviços. Pelo processo, os credores concordam em abrir mão de multas e juros para receber os valores, e parte dos pagamentos foi parcelada nominalmente, sem acréscimo de correção.

A renegociação das dívidas foi viabilizada pelos R$ 12 bilhões obtidos pelos Correios por meio de um empréstimo com um consórcio de bancos, firmado no fim de 2025 com garantia da União.

Leia também: União pode garantir operações de crédito dos Correios de até R$ 8 bilhões

A estatal busca se reestruturar após a maior crise financeira de sua história, que levou a um prejuízo de R$ 6,057 bilhões entre janeiro e setembro do ano passado. Para 2026, o governo projeta déficit primário de R$ 9,101 bilhões.

Para reforçar a liquidez, os Correios também parcelaram cerca de R$ 1,2 bilhão em precatórios e impostos. Embora esses valores ainda precisem ser pagos, o alongamento do prazo ajuda a aliviar o caixa no curto prazo.

No curto prazo, a estatal também pretende reforçar o caixa por meio da venda de imóveis. Ainda neste mês, os Correios planejam leiloar cerca de R$ 600 milhões em prédios da empresa, principalmente em cidades médias e grandes. A expectativa é que entre 20% e 40% dos ativos sejam vendidos, gerando até R$ 120 milhões. O plano de reestruturação prevê R$ 1,5 bilhão em vendas de imóveis.

Leia também: Correios: veja em quais estados a estatal colocou imóveis à venda

A empresa também implementou um plano de demissão voluntária (PDV) com objetivo de desligar até 10 mil funcionários. Até agora, 500 trabalhadores já deixaram a estatal, e outros mil devem ser desligados até a próxima segunda-feira (16).

A expectativa da companhia é que a meta total de desligamentos seja alcançada ainda neste ano, impulsionada por medidas como o fechamento de unidades físicas. Até o momento, os Correios já encerraram 127 pontos de atendimento, diante de uma meta de mil unidades.

Nos bastidores, a direção dos Correios avalia que o processo de reestruturação envolve três dimensões políticas delicadas: governo, trabalhadores e sociedade. Enquanto a empresa percebe apoio do Executivo, enfrenta dificuldades em convencer os funcionários de que o processo é doloroso, mas necessário para a recuperação da estatal.

Apenas com a revisão no plano de saúde dos empregados, o Postal Saúde, a empresa economizou cerca de R$ 70 milhões em janeiro. A expectativa é que a economia total em 2026 fique entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.

Dados internos indicam também melhora no desempenho operacional. Em 2026, o índice de entregas dentro do prazo subiu de 65% para 91%, embora o objetivo da empresa seja atingir 97% para ampliar as receitas.

Para melhorar a qualidade do serviço, os Correios realizaram processo seletivo para superintendentes e estabeleceram metas de economia para as unidades, que podem alcançar até R$ 1 bilhão por ano.

A companhia também estuda formas de recompensar os funcionários pelas metas atingidas, mas a falta de caixa dificulta incentivos financeiros diretos, comuns em outras empresas. Por enquanto, os objetivos permitem que os trabalhadores avancem mais rapidamente na progressão de carreira dentro da estatal.

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