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EXCLUSIVO: contaminação por metanol gera crise de confiança e derruba vendas em 12%, segundo setor de bebidas
Publicado 02/10/2025 • 19:23 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 02/10/2025 • 19:23 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
O setor de bebidas vive uma crise de confiança após os casos de adulteração com metanol. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Érico Angelis, sócio do The Gin Flavors, loja de destilados online, disse que já é possível notar uma mudança no comportamento dos clientes.
“Nesses quatro dias notamos uma queda percentual de 12% nas vendas, mas também uma melhoria no ticket médio, o que mostra claramente que os consumidores estão migrando de produtos. É uma crise de confiança que já está impactando empresas sérias que dependem de fiscalização e conscientização nos pontos de venda”, afirmou.
De acordo com o empresário, esse movimento evidencia o motivo da procura por preços mais altos:
“Os produtos mais caros, inclusive artesanais nacionais que têm reconhecimento internacional de qualidade, melhoraram a performance. Ficou claro que o consumidor associa preço à segurança e busca uma premiumização dos produtos nesses dias de incerteza, acreditando que eles oferecem menor risco”.
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Apesar da postura responsável de sua empresa, Érico Angelis revelou que o mercado convive com tentativas de negociação duvidosas.
“Já recebemos ofertas de bebidas por R$ 60 quando na indústria custam R$ 100. Se o produto vem adulterado, de contrabando ou sem imposto pago, não importa: não nos interessa. Sempre compramos diretamente da indústria, porque qualidade e procedência não são negociáveis.”
Os efeitos da crise também chegaram a outras áreas do negócio.
“No setor de eventos, onde atuamos com bares para festas e empresas, já tivemos quatro cancelamentos confirmados ou em discussão só nesta semana. Isso demonstra que essa crise de confiança vai perdurar e se tornar um problema sério para todo o setor, afetando vendas e oportunidades de trabalho.”
Para ele, a solução passa por mais responsabilidade dos comerciantes e pelo fortalecimento das regras.
“O caminho crucial é saber de quem está comprando e não ir somente pelo preço ou por uma vantagem comercial. Essa percepção deveria ser óbvia, mas muitos ignoram por desinformação ou negligência. Espero que esse sofrimento momentâneo traga frutos no futuro, com uma regulamentação mais forte, capaz de separar o lado obscuro do mercado das destilarias sérias.”
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