Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Anthropic e Pentágono voltam à mesa de negociação
Publicado 05/03/2026 • 06:55 | Atualizado há 6 meses
Hugging Face procurou Jensen Huang, da Nvidia, semanas antes da aquisição de US$ 12,9 bilhões, diz CEO à CNBC
Putin vê “possibilidade” de paz com a Ucrânia; chefe da Otan alerta que Rússia está se tornando “cada vez mais imprudente”
Riscos ocultos da China surgem em meio ao boom de bilhões de dólares dos data centers de I.A nos EUA
EXCLUSIVO CNBC: Secretário de Energia dos EUA afirma que Irã está perdendo capacidade de pressionar mercado de petróleo
Ações da Snowflake disparam 22% graças a resultados positivos e impulso na programação de IA
Publicado 05/03/2026 • 06:55 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Fotos: Balibouse / Reuters | Jakub Porzycki/NurPhoto
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, voltou à mesa de negociações com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos após o fracasso das conversas na sexta-feira sobre o uso das ferramentas de IA da empresa pelos militares, segundo o Financial Times.
Amodei está em tratativas com Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, em uma tentativa de última hora de chegar a um acordo sobre os termos que regulam o acesso do Pentágono aos modelos Claude da Anthropic, informou o jornal, citando fontes anônimas com conhecimento do assunto.
As discussões foram interrompidas na sexta-feira, depois que o presidente Donald Trump determinou que agências federais suspendessem o uso das ferramentas da Anthropic. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que pretende classificar a empresa como um risco à segurança nacional na cadeia de suprimentos.
Leia também: Tesouro dos EUA rompe com Anthropic e encerra uso de IA após determinação de Trump
Na semana passada, Michael havia atacado Amodei, chamando-o de “mentiroso” com um “complexo de Deus” em uma publicação na rede social X.
A assinatura de um novo contrato permitiria que as Forças Armadas dos Estados Unidos continuassem utilizando a tecnologia da Anthropic, que, segundo relatos, já foi empregada por Washington na guerra contra o Irã.

O Claude tornou-se o primeiro grande modelo de IA implantado nas redes classificadas do governo por meio de um contrato de US$ 200 milhões concedido pelo Departamento de Defesa à Anthropic. Posteriormente, porém, a empresa passou a exigir garantias de que suas ferramentas não seriam utilizadas em vigilância doméstica ou em armas autônomas. O Pentágono defendia que os militares tivessem permissão para usar a tecnologia para qualquer finalidade legal.
Leia também: CEO da Anthropic diz que empresa não vai aceitar exigências do Pentágono sobre uso de IA
Em um memorando de sexta-feira obtido pelo Financial Times, Amodei teria informado aos funcionários que, perto do fim das negociações com o Departamento de Defesa, o governo se ofereceu para aceitar os termos da Anthropic caso fosse removida uma “expressão específica sobre ‘análise de dados obtidos em massa’” — trecho que, segundo ele, “correspondia exatamente ao cenário que mais nos preocupava”.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAmodei também escreveu na nota que as mensagens divulgadas pelo Pentágono e pela OpenAI, que firmou um novo acordo com o Departamento de Defesa na sexta-feira, eram “simplesmente mentiras sobre essas questões ou tentativas de confundi-las”.
O momento do anúncio do acordo da OpenAI com o Pentágono, divulgado poucas horas após a Casa Branca criticar publicamente a Anthropic, provocou reação nas redes sociais. O Claude registrou aumento nos downloads do aplicativo, enquanto o ChatGPT teria visto crescer o número de desinstalações.
Posteriormente, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que sua empresa “não deveria ter se apressado” para fechar o acordo e apresentou revisões em suas próprias salvaguardas sobre como o Departamento de Defesa pode utilizar sua tecnologia.
Em uma publicação no X, Altman também comentou a controvérsia: “Nas minhas conversas ao longo do fim de semana, reiterei que a Anthropic não deveria ser designada como um risco na cadeia de suprimentos e que esperamos que o Departamento de Defesa ofereça a eles os mesmos termos que aceitamos.”
A Anthropic foi fundada em 2021 por um grupo de ex-funcionários e pesquisadores da OpenAI, que deixaram a empresa após divergências sobre sua direção estratégica. Desde então, a companhia se posiciona no mercado como uma alternativa com foco em “segurança em primeiro lugar”.
Autoridades do governo vêm criticando há meses a Anthropic, alegando que a empresa seria excessivamente preocupada com segurança em inteligência artificial.
Um grupo da indústria de tecnologia, que reúne empresas como Nvidia, Google e a própria Anthropic, enviou na quarta-feira uma carta a Hegseth expressando preocupação com a possibilidade de classificar uma companhia americana como risco na cadeia de suprimentos.
O Departamento de Defesa e a Anthropic não responderam imediatamente ao pedido de comentário da CNBC sobre as negociações reportadas.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente