Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Anthropic e Pentágono voltam à mesa de negociação
Publicado 05/03/2026 • 06:55 | Atualizado há 1 mês
Netflix supera expectativas de lucro com fim de acordo com a Warner e anuncia mudança no conselho
Maior fabricante de chocolate do mundo reduz previsão de lucro com queda do cacau; ações despencam 17%
Trump afirma que líderes de Israel e do Líbano vão negociar
Analistas veem exagero em previsão sobre fim da hegemonia do dólar e avanço do “petroyuan”
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dell diz que IA americana deve estar amplamente disponível no mundo
Publicado 05/03/2026 • 06:55 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Fotos: Balibouse / Reuters | Jakub Porzycki/NurPhoto
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, voltou à mesa de negociações com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos após o fracasso das conversas na sexta-feira sobre o uso das ferramentas de IA da empresa pelos militares, segundo o Financial Times.
Amodei está em tratativas com Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, em uma tentativa de última hora de chegar a um acordo sobre os termos que regulam o acesso do Pentágono aos modelos Claude da Anthropic, informou o jornal, citando fontes anônimas com conhecimento do assunto.
As discussões foram interrompidas na sexta-feira, depois que o presidente Donald Trump determinou que agências federais suspendessem o uso das ferramentas da Anthropic. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que pretende classificar a empresa como um risco à segurança nacional na cadeia de suprimentos.
Leia também: Tesouro dos EUA rompe com Anthropic e encerra uso de IA após determinação de Trump
Na semana passada, Michael havia atacado Amodei, chamando-o de “mentiroso” com um “complexo de Deus” em uma publicação na rede social X.
A assinatura de um novo contrato permitiria que as Forças Armadas dos Estados Unidos continuassem utilizando a tecnologia da Anthropic, que, segundo relatos, já foi empregada por Washington na guerra contra o Irã.

O Claude tornou-se o primeiro grande modelo de IA implantado nas redes classificadas do governo por meio de um contrato de US$ 200 milhões concedido pelo Departamento de Defesa à Anthropic. Posteriormente, porém, a empresa passou a exigir garantias de que suas ferramentas não seriam utilizadas em vigilância doméstica ou em armas autônomas. O Pentágono defendia que os militares tivessem permissão para usar a tecnologia para qualquer finalidade legal.
Leia também: CEO da Anthropic diz que empresa não vai aceitar exigências do Pentágono sobre uso de IA
Em um memorando de sexta-feira obtido pelo Financial Times, Amodei teria informado aos funcionários que, perto do fim das negociações com o Departamento de Defesa, o governo se ofereceu para aceitar os termos da Anthropic caso fosse removida uma “expressão específica sobre ‘análise de dados obtidos em massa’” — trecho que, segundo ele, “correspondia exatamente ao cenário que mais nos preocupava”.
Amodei também escreveu na nota que as mensagens divulgadas pelo Pentágono e pela OpenAI, que firmou um novo acordo com o Departamento de Defesa na sexta-feira, eram “simplesmente mentiras sobre essas questões ou tentativas de confundi-las”.
O momento do anúncio do acordo da OpenAI com o Pentágono, divulgado poucas horas após a Casa Branca criticar publicamente a Anthropic, provocou reação nas redes sociais. O Claude registrou aumento nos downloads do aplicativo, enquanto o ChatGPT teria visto crescer o número de desinstalações.
Posteriormente, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que sua empresa “não deveria ter se apressado” para fechar o acordo e apresentou revisões em suas próprias salvaguardas sobre como o Departamento de Defesa pode utilizar sua tecnologia.
Em uma publicação no X, Altman também comentou a controvérsia: “Nas minhas conversas ao longo do fim de semana, reiterei que a Anthropic não deveria ser designada como um risco na cadeia de suprimentos e que esperamos que o Departamento de Defesa ofereça a eles os mesmos termos que aceitamos.”
A Anthropic foi fundada em 2021 por um grupo de ex-funcionários e pesquisadores da OpenAI, que deixaram a empresa após divergências sobre sua direção estratégica. Desde então, a companhia se posiciona no mercado como uma alternativa com foco em “segurança em primeiro lugar”.
Autoridades do governo vêm criticando há meses a Anthropic, alegando que a empresa seria excessivamente preocupada com segurança em inteligência artificial.
Um grupo da indústria de tecnologia, que reúne empresas como Nvidia, Google e a própria Anthropic, enviou na quarta-feira uma carta a Hegseth expressando preocupação com a possibilidade de classificar uma companhia americana como risco na cadeia de suprimentos.
O Departamento de Defesa e a Anthropic não responderam imediatamente ao pedido de comentário da CNBC sobre as negociações reportadas.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Qual era o papel de Daniel Monteiro, advogado preso hoje junto com ex-presidente do BRB
2
Anthropic lança Claude Opus 4.7, modelo que vai usar para aprender a controlar o mito que criou
3
Shell e Cosan podem perder participação na Raízen? Entenda o risco
4
BTG montou operação bilionária com alto potencial de lucro para compra de carteira do Master
5
As quatro estreias de abril no maior canal de negócios do Brasil