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DECISÃO 2026: como funciona a checagem de identidade na hora de votar
Publicado 12/10/2026 • 09:00 | Atualizado há 38 minutos
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Publicado 12/10/2026 • 09:00 | Atualizado há 38 minutos
KEY POINTS
Foto: Agência Brasil
A assinatura no Caderno de Votação e os registros produzidos pelo sistema ajudam a documentar situações em que a urna é liberada sem o reconhecimento biométrico
A Justiça Eleitoral utiliza documentos oficiais, fotografias e dados biométricos para confirmar a identidade dos eleitores antes de liberar a urna eletrônica. O procedimento também prevê alternativas para quem não tem a digital cadastrada ou enfrenta problemas na leitura, com registros que permitem investigar possíveis irregularidades após a votação.
Nas Eleições Gerais de 2026, 141,3 milhões de pessoas têm a biometria registrada, o equivalente a 89,01% do eleitorado de 158,7 milhões. Apesar da ampla adesão à tecnologia, a identificação não depende exclusivamente das impressões digitais. Outras etapas de conferência ajudam a verificar se a pessoa presente na seção corresponde ao cadastro eleitoral.
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O processo começa com a apresentação de um documento oficial com foto. Em seguida, o mesário localiza os dados do eleitor no sistema, utilizando o número do CPF ou do título eleitoral.
Após a consulta, o terminal do mesário exibe a fotografia cadastrada na base da Justiça Eleitoral. A imagem permite comparar visualmente o registro com a pessoa que está na seção. Essa conferência ocorre antes da validação biométrica.
Quando a identificação visual e documental é concluída, o eleitor posiciona o dedo no leitor biométrico. Se o sistema reconhecer a impressão digital, a urna eletrônica é liberada para a votação.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a biometria funciona como um recurso adicional de verificação, integrado às demais medidas de segurança. A combinação dos procedimentos dificulta que uma pessoa tente votar utilizando a identidade de outra.
A ausência de cadastro biométrico ou uma falha na leitura não impede automaticamente o exercício do voto. Nesses casos, existem procedimentos específicos para confirmar os dados do eleitor e autorizar o acesso à urna.
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Siga o Times | CNBCSe a primeira leitura não funcionar, o mesário pode repetir a tentativa em até quatro ocasiões, acompanhadas da conferência dos documentos. Caso a digital continue sem reconhecimento, a equipe pode recorrer a um procedimento alternativo, desde que os requisitos previstos sejam atendidos.
Nessa situação, o mesário informa no sistema o ano de nascimento declarado pelo eleitor. A urna só é liberada se o dado corresponder à informação registrada no cadastro eleitoral.
A autorização excepcional também exige uma verificação adicional. O sistema coleta a impressão digital do mesário responsável pela liberação, enquanto o eleitor assina o Caderno de Votação. A digital apresentada na última tentativa também fica armazenada no equipamento.
Além disso, ocorrências que fogem ao procedimento habitual devem ser anotadas na ata da mesa receptora. Esses registros permitem documentar as circunstâncias em que a votação foi autorizada sem o reconhecimento biométrico.
Os mecanismos de controle continuam funcionando depois que a votação termina. Os registros produzidos durante as tentativas de identificação podem ser utilizados pela Justiça Eleitoral para examinar denúncias e esclarecer possíveis irregularidades.
Quando a biometria não é reconhecida, a urna armazena a imagem da última impressão digital apresentada. Nos casos de liberação por meio do procedimento alternativo, o sistema também registra a digital do mesário responsável pela autorização.
Essas informações são transmitidas ao TSE ao final da votação e podem auxiliar a análise técnica de uma ocorrência. Em uma investigação, os dados registrados permitem examinar as circunstâncias da liberação da urna e verificar os procedimentos adotados pela mesa receptora. A existência desses registros permite apurar situações em que haja suspeita de tentativa de votação por terceiros. A análise depende das informações disponíveis e das circunstâncias de cada caso.
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