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DECISÃO 2026: compare a abstenção entre jovens, adultos e idosos

Publicado 17/10/2026 • 09:30 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 chegou a 21,1%, o maior índice desde 1998, segundo dados do TSE
  • Entre os eleitores de 21 a 24 anos, a abstenção subiu de 23,5% em 2022 para 25,8% em 2026, alta de 2,3 pontos percentuais
  • Entre os eleitores de 75 a 79 anos, a abstenção caiu de 58,2% para 47,8% em quatro anos, a maior redução entre as faixas etárias analisadas
FIM DE SEMANA DECISÃO 2026: Abstenção cresce entre adultos e cai entre jovens e idosos no 1º turno

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

FIM DE SEMANA DECISÃO 2026: Abstenção cresce entre adultos e cai entre jovens e idosos no 1º turno

A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 aumentou entre eleitores de 19 a 59 anos, mas recuou entre adolescentes de 16 e 17 anos e pessoas com 60 anos ou mais. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram diferenças no comparecimento às urnas conforme a faixa etária, na comparação com o pleito de 2022.

No total, a taxa de abstenção passou de 20,9% em 2022 para 21,1% em 2026, uma alta de 0,2 ponto percentual. Com isso, o índice atingiu o maior patamar desde 1998, segundo os dados do TSE.

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O resultado, porém, não se repetiu de maneira uniforme entre os grupos de eleitores. Enquanto os mais jovens e os idosos apresentaram maior comparecimento às urnas, diferentes faixas da população adulta registraram aumento no número de pessoas que deixaram de votar.

Abstenção recua entre adolescentes e idosos

Entre os adolescentes de 16 e 17 anos, a abstenção caiu de 17,1% em 2022 para 12,7% em 2026, uma redução de 4,4 pontos percentuais. A queda chegou a 5,2 pontos entre os eleitores de 16 anos e a 4 pontos entre os de 17 anos.

Nessa faixa etária, o voto é facultativo. A mesma regra vale para pessoas com 70 anos ou mais, grupo que também apresentou uma redução expressiva na ausência às urnas. Entre os eleitores de 65 a 69 anos, a taxa recuou de 16,3% para 13,8%, uma diferença de 2,5 pontos percentuais. Já na faixa de 70 a 74 anos, o índice caiu de 39% para 31,2%, redução de 7,8 pontos.

A maior queda ocorreu entre pessoas de 75 a 79 anos. Nesse grupo, a abstenção passou de 58,2% em 2022 para 47,8% em 2026, recuo de 10,4 pontos percentuais. O movimento também apareceu entre os eleitores de 80 a 84 anos. A taxa diminuiu de 73% para 62,9%, uma diferença de 10,1 pontos percentuais em relação ao pleito anterior.

Eleitores adultos registram aumento da abstenção

Na direção oposta, os dados do TSE apontam crescimento da abstenção entre eleitores de 19 a 59 anos. O avanço mais expressivo ocorreu na faixa de 21 a 24 anos, na qual o índice subiu de 23,5% em 2022 para 25,8% em 2026, alta de 2,3 pontos percentuais.

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Entre as pessoas de 25 a 29 anos, a taxa passou de 22,5% para 24,3%, um aumento de 1,8 ponto percentual. Além disso, o crescimento também atingiu grupos de idade mais avançada dentro da população adulta. Entre os eleitores de 30 a 34 anos, a abstenção aumentou de 19,8% para 21,7%, uma diferença de 1,9 ponto percentual.

Já na faixa de 55 a 59 anos, o avanço foi menor. O índice saiu de 11,9% em 2022 para 12,4% em 2026, alta de 0,5 ponto percentual.

Os números mostram que o aumento geral da abstenção não significa que todos os grupos tenham se afastado das urnas. Ao contrário, o comportamento variou conforme a idade, com redução entre adolescentes e idosos e crescimento em diferentes faixas da população adulta.

Abstenção chega ao maior nível desde 1998

Além das diferenças entre as faixas etárias, a taxa geral de abstenção mantém uma trajetória de crescimento nas últimas eleições. O índice avançou de 19,39% em 2014 para 20,33% em 2018 e chegou a 20,95% em 2022.

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Em 2026, a taxa atingiu 21,1%, o maior nível desde 1998. Historicamente, a abstenção costuma aumentar no segundo turno, quando parte dos eleitores que compareceram à primeira votação deixa de retornar às urnas. Em 2022, no entanto, o movimento foi diferente: o comparecimento aumentou na segunda etapa da disputa.

Dessa forma, a abstenção no primeiro turno de 2026 representa um desafio para as campanhas que disputam a etapa final da eleição, que buscam ampliar o comparecimento dos eleitores e considerar as diferenças de participação entre as faixas etárias e as regiões do país.

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