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DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro sinaliza a empresários que pode rever fim da escala 6×1 se eleito

Publicado 15/10/2026 • 08:18 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • Aliados de Flávio Bolsonaro sinalizam a empresários que o candidato poderá apoiar uma revisão do fim da escala 6x1 caso seja eleito presidente.
  • Senador anunciou apoio à PEC após criticar a proposta; aliados afirmam que a mudança de posição buscou evitar desgaste eleitoral.
  • Grupo de Flávio discute alternativas para reduzir os impactos da medida sobre as empresas, incluindo proposta de jornada flexível de Rogério Marinho

Foto: Evaristo Sá / AFP

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) têm dito a empresários que o candidato à Presidência pretende rever o fim da escala 6×1 caso seja eleito. A sinalização ocorre mesmo depois de o senador anunciar apoio à proposta que reduz a jornada de trabalho, aprovada pelo Senado na quarta-feira (14).

A mensagem está sendo transmitida, a pedido do próprio Flávio, a empresários que querem mudanças na proposta. Até agora, porém, o candidato não explicou publicamente o que pretende alterar.

Segundo uma liderança empresarial, aliados de Flávio garantiram que as novas regras seriam revistas caso ele vença a eleição. Integrantes da campanha também disseram a empresários que o senador decidiu apoiar a proposta para evitar desgaste eleitoral na reta final da disputa pela Presidência.

Leia também: Fim da 6×1 aprovado pelo Senado reduz jornada sem corte de salário; veja as novas regras e os prazos estipulados

Mudança de posição sobre a escala 6×1

Na terça-feira (13), Flávio Bolsonaro anunciou que votaria a favor do fim da escala 6×1, depois de criticar a proposta e classificá-la como uma iniciativa eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao justificar a mudança, o senador afirmou que decidiu apoiar a medida para atender à “maioria da população”.

A decisão também influenciou a posição de parlamentares da oposição. Aliados do candidato passaram a defender a aprovação da proposta no Senado para evitar que o tema provocasse desgaste à campanha e que Lula ganhasse apoio eleitoral com a medida.

Nos bastidores, porém, representantes do setor empresarial questionaram a mudança de posição de Flávio. Algumas lideranças criticaram, em conversas reservadas, o que consideraram falta de firmeza do candidato em suas posições.

O senador ainda não apresentou publicamente um plano para revisar as novas regras. Mesmo entre parlamentares da oposição, não há consenso sobre quais mudanças poderiam ser feitas.

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O que muda com o fim da escala 6×1

O Senado aprovou, na noite de quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso.

A medida reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuir os salários. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e passou pelos dois turnos de votação no Senado.

A proposta segue agora para promulgação, ainda sem data definida. Com isso, as mudanças passarão a integrar a Constituição, sem necessidade de sanção presidencial.

Proposta alternativa de Rogério Marinho

Uma das alternativas discutidas por aliados de Flávio Bolsonaro é a proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial do candidato.

Marinho defende um modelo de jornada flexível, no qual a remuneração seria calculada de acordo com as horas trabalhadas. A proposta é discutida como alternativa para reduzir os impactos das mudanças sobre as empresas.

Parlamentares aliados a Flávio têm sinalizado a empresários que uma eventual revisão buscaria reduzir os impactos das novas regras sobre os diferentes setores da economia.

Marinho também argumenta que uma redução obrigatória da carga horária, sem aumento de produtividade, pode elevar os custos das empresas, especialmente dos pequenos negócios.

Com a aprovação do fim da escala 6×1, aliados de Flávio avaliam retomar a discussão sobre o modelo flexível em 2027. Até o momento, porém, não há uma proposta definida sobre quais pontos da mudança aprovada pelo Congresso poderiam ser revistos.

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