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DECISÃO 2026: “Lula, para virar presidente, vai ter que crescer no Sudeste”, diz diretor do Paraná Pesquisas Murilo Hidalgo
Publicado 22/10/2026 • 16:30 | Atualizado há 29 minutos
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Publicado 22/10/2026 • 16:30 | Atualizado há 29 minutos
KEY POINTS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa avançar no Sudeste para tentar reverter a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, avaliou Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“A eleição está no Sudeste do Brasil”, afirmou Hidalgo. Segundo ele, Lula ainda tem espaço para crescer na região e precisa reduzir a diferença para o adversário nos últimos dias de campanha. “O Lula, para virar presidente, ao nosso ver, vai ter que crescer no Sudeste”, disse.
Na avaliação do diretor do instituto, o cenário regional é mais importante para uma eventual reação do petista do que uma ampliação significativa da vantagem que ele já mantém no Nordeste.
“O Lula tem uma boa vantagem no Nordeste, pode crescer, mas não acredito numa crescida suficiente para virar a eleição”, afirmou.
Hidalgo foi específico ao estimar o movimento necessário no Sudeste para alterar o cenário atual.
“Se o presidente Lula tirar a diferença de três pontos no Sudeste, o presidente Lula tem muita chance de ser reeleito presidente do Brasil”, afirmou.
Por outro lado, segundo ele, caso a diferença permaneça no patamar atual, o caminho para uma virada se torna mais difícil.
“Se essa diferença no Sudeste não diminuir, dificilmente o presidente Lula vai conseguir virar essas eleições”, disse.
Hidalgo afirmou que a maioria das pesquisas divulgadas até agora mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente, mas dentro da margem de erro.
“Na realidade de hoje, de agora, desse minuto, há uma pequena vantagem para o Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro”, disse.
Ao mesmo tempo, o diretor do Paraná Pesquisas afirmou que Lula vem reduzindo a distância ao longo do segundo turno.
“O Lula está tirando um pouco essa diferença. Então isso abre uma esperança muito grande para a campanha de Lula, na expectativa da virada”, afirmou.
Hidalgo ponderou, porém, que o cenário continua aberto e que ainda há espaço para mudanças até a votação.
“É uma eleição muito equilibrada para os dois lados. Difícil nesse momento dizer o que vai acontecer no domingo”, disse.
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Siga o Times | CNBCOutro ponto destacado por Hidalgo foi a tentativa da campanha de Lula de mobilizar eleitores que não compareceram no primeiro turno.
Segundo ele, as pesquisas às quais teve acesso mostram que esse grupo tende mais ao presidente.
“A campanha do Lula está fazendo uma campanha muito grande para quem não votou vá votar, porque é muito difícil virar voto”, afirmou.
“As pesquisas que a gente tem acesso, de quem não compareceu para votar, é mais para o Lula.”
A dúvida, segundo Hidalgo, é se esses eleitores efetivamente comparecerão às urnas no segundo turno.
Ele citou ainda o fato de grande parte dos estados não ter disputa para governador nesta etapa da eleição, o que pode afetar a mobilização.
Para Hidalgo, o debate entre Lula e Flávio na reta final pode ter peso relevante justamente por causa da pequena diferença entre os candidatos.
“Eu não tenho dúvida que a eleição vai ser decidida no debate”, afirmou.
Segundo ele, não basta um desempenho ligeiramente melhor de um dos candidatos.
“Se tiver um grande vencedor no debate, que a audiência vai ser muito grande, os cortes vão ser maiores ainda, se tiver algum vencedor no debate, eu acho que está muito próximo da vitória no domingo”, disse.
Hidalgo avaliou ainda que um debate equilibrado tende a preservar o quadro atual.
Questionado se um “0 a 0” favoreceria Flávio, respondeu: “Exatamente. No momento, sim, pela realidade do minuto agora.”
Na avaliação do diretor do Paraná Pesquisas, o debate anterior entre os candidatos não produziu mudança clara de percepção.
“Para o eleitor dele, Lula não perdeu nada; Flávio, para o eleitor dele, não perdeu nada; e, para os indecisos, decepcionado com os dois”, afirmou.
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🔷 Às 16h, começa o especial DECISÃO 2026, que acompanha o fechamento das urnas e a apuração até a definição de quem vai governar o país.
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