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Dólar segue acima de R$ 6,07: mercado reage com desconfiança ao cenário fiscal e medidas de ajuste
Publicado 02/12/2024 • 17:25 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 02/12/2024 • 17:25 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O dólar continua em alta, mantendo-se acima de R$ 6 desde a semana passada. Nesta segunda-feira (2), a moeda americana foi cotada a R$ 6,07, reflexo da reação do mercado ao pacote de cortes de gastos anunciado pelo governo. Juliana Inhasz, economista do Insper, analisou o cenário e destacou os fatores que sustentam a desvalorização do real frente ao dólar.
Segundo Inhasz, o mercado está ajustando expectativas diante das incertezas fiscais. “O mercado ainda está bem cético com esse pacote de ajuste de gastos e com as perspectivas para o cenário fiscal em 2025”, afirmou. Ela ressaltou que o Brasil enfrenta desafios para alcançar um equilíbrio das contas públicas, o que gera desconfiança entre investidores.
A economista também apontou que o ambiente internacional contribui para a pressão sobre o câmbio. A expectativa de elevação dos juros nos Estados Unidos cria atratividade para investimentos em dólar, reduzindo o fluxo de capitais para economias emergentes, como o Brasil.
Inhasz destacou que a manutenção do dólar elevado pode pressionar ainda mais os preços no Brasil. “Importamos boa parte do que consumimos, especialmente produtos acabados e matérias-primas. Uma taxa de câmbio mais alta significa aumento no custo de vida para os brasileiros e alimenta as pressões inflacionárias”, explicou.
O mercado financeiro projeta que a taxa de câmbio se mantenha acima de R$ 6 no curto prazo, com possibilidades de intervenções do Banco Central caso a situação se torne disfuncional.
O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2) aponta uma inflação projetada de 4,71% para 2024, acima da meta oficial. Para Inhasz, a inflação é “uma batalha praticamente perdida” neste ano, mas ações do Banco Central para conter novas altas de preços podem incluir elevações adicionais na taxa Selic, dificultando o acesso a crédito e impactando o consumo das famílias.
Apesar do crescimento econômico observado em 2024, com destaque para indústria e serviços, a economista alerta que o cenário para 2025 deve ser mais desafiador, com desaceleração no crescimento do PIB e dificuldades para investimentos devido à taxa de juros elevada.
A combinação de incertezas fiscais, desconfiança no mercado e pressão cambial projeta um início de 2025 de ajustes econômicos e desafios para a política monetária e fiscal do país.
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