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Ajuste fiscal será decisivo para juros futuros após eleição, diz CEO da Veedha
Publicado 13/10/2026 • 17:41 | Atualizado há 33 minutos
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A trajetória dos juros de longo prazo dependerá do compromisso do próximo governo com o ajuste fiscal, avaliou Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, em entrevista nesta terça-feira (13) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para ele, a definição eleitoral influenciará as decisões de financiamento e investimento das empresas.
“O que mais afeta o mercado de crédito, principalmente essas empresas com alta alavancagem, não é só a Selic atual, são os juros de longo prazo”, destacou Marcatti. O economista afirmou que o Banco Central ainda poderia realizar até dois novos cortes da taxa básica neste ano, mas ressaltou que o custo do crédito também depende da percepção sobre as contas públicas.
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Na avaliação do executivo, o Ibovespa caiu mais de 1% em meio às incertezas eleitorais e à realização de lucros depois da alta da semana anterior. Ele disse que as propostas econômicas dos candidatos ainda carecem de detalhamento e criticou a predominância de ataques políticos sobre o debate de programas.
“O mercado financeiro tem o benefício da dúvida todo para um lado só”, afirmou, ao descrever a percepção de investidores sobre a disposição de Flávio Bolsonaro para discutir o déficit público. Marcatti apresentou essa leitura como expectativa do mercado, e não como garantia de medidas futuras.
O economista explicou que uma sinalização de corte de gastos poderia reduzir as taxas futuras negociadas para vencimentos em 2030 e 2035. Ele também projetou reação negativa inicial do mercado em caso de reeleição de Lula, mas ponderou que mudanças de cenário ao longo do mandato poderiam alterar essa avaliação.
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“O mercado trabalha tentando antecipar movimento”, resumiu. Segundo ele, fatores internacionais também podem favorecer o Brasil independentemente do resultado das urnas, como ocorreu quando investidores deslocaram recursos dos Estados Unidos para mercados emergentes.
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Siga o Times | CNBCSobre a proposta de mudança na escala 6×1, Marcatti considerou difícil interpretar o apoio anunciado por Flávio Bolsonaro e levantou a hipótese de uma motivação eleitoral, sem apresentá-la como fato comprovado.
“Está difícil entender essa fala do Flávio agora de última hora”, declarou. Ele lembrou que o tema vinha sendo tratado como uma questão que exigiria mais discussão com trabalhadores e empresários e avaliou como difícil uma votação acelerada durante a campanha.
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Marcatti afirmou que a mudança de posição poderia estar ligada à tentativa de evitar desgaste político caso a proposta não avançasse, mas frisou a dificuldade de fazer essa leitura. Sua interpretação foi apresentada como uma possibilidade, não como uma informação sobre a estratégia da campanha.
Ao tratar da inteligência artificial, o economista afirmou não enxergar necessariamente uma bolha no setor. “A gente está vivendo uma revolução na civilização, no mundo”, disse, ao comparar a transformação à eletrificação e à industrialização.
Para Marcatti, a oferta de energia renovável, água e território coloca o Brasil em posição favorável para receber investimentos ligados à expansão da tecnologia. Ele defendeu uma agenda de longo prazo para aproveitar essa demanda, independentemente de quem vença a eleição.
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“O investimento tem que começar agora”, afirmou. Na exploração de terras raras, o executivo defendeu parcerias e concessões à iniciativa privada, com condições que assegurem reinvestimento, geração de empregos e riqueza no Brasil.
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