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Banco Master: FGC protege quem investiu dentro do teto, mas valores acima estão em risco
Publicado 18/11/2025 • 09:48 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/11/2025 • 09:48 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central acenderam um alerta no mercado financeiro. Segundo Leandro Benincá, consultor da API Capital, o impacto para os clientes depende do tamanho da aplicação: valores dentro do limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tendem a ser ressarcidos, enquanto quem ultrapassou esse teto pode enfrentar perdas.
Para financiar suas atividades, o Banco Master comercializava CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que têm garantia do FGC de até R$ 250 mil por investidor, oferecendo rendimentos superiores à média do mercado. Além disso, o banco também negociava LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LFs (Letras Financeiras) e CDBs Interbancários, todos respaldados pelo FGC. Em junho, o FGC atingiu uma liquidez de R$ 121,1 bilhões.
Benincá destaca o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e orienta que os investimentos, de maneira geral, sejam feitos dentro do limite de garantia. “Ao investir, é recomendável limitar suas aplicações ao teto de R$ 250 mil por instituição, para garantir a segurança dos recursos”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (18).
O caso evidencia riscos significativos para correntistas e investidores. “A grande bomba do momento é que essa liquidação não ocorreu por problemas financeiros, mas por um possível crime contra o sistema financeiro, envolvendo a emissão de CDBs que não atendiam às exigências do Banco Central. Estamos falando de crime mais do que de crédito”, afirmou Benincá.
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O consultor destacou que o Banco Master tinha cerca de R$ 50 bilhões em crédito e CDBs emitidos a clientes sem previsão clara de pagamento. “Esses títulos chegaram a ser negociados com deságio de mais de 40% a 50% nas últimas semanas”, acrescentou.
Benincá alerta que investidores devem redobrar a atenção ao avaliar bancos menores. “O investidor, ao ver um CDB pagando acima da média, pode achar que é um bom negócio. Mas retorno maior significa risco maior. Não existe milagre no mercado financeiro. Se alguém oferece algo muito acima do mercado, é porque algo está errado”, explicou.
O consultor também elogiou a atuação do Banco Central e da Polícia Federal: “Estou aplaudindo. Mostra que há agentes olhando pelo investidor e cumprindo o papel de regulador. Isso é louvável”.
Especialistas apontam que o episódio deve aumentar a cautela no mercado, principalmente entre investidores de bancos menores e títulos com remuneração acima da média. “Todo mercado aprende e evolui com casos assim, mas serve de lição para nunca ignorar sinais de risco”, conclui Benincá.
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