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Conta de luz terá bandeira amarela em setembro e custo extra na tarifa
Publicado 01/09/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/09/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Conta de luz terá bandeira amarela em setembro e custo extra na tarifa
A conta de luz seguirá com cobrança adicional em setembro. A Aneel manteve o mesmo nível tarifário adotado desde maio, enquanto o setor elétrico acompanha as condições dos reservatórios e os possíveis efeitos do El Niño nos próximos meses.
Apesar de manter o custo extra, o cenário atual ainda é melhor do que algumas projeções feitas anteriormente para o período seco. O fenômeno El Niño pode impactar diretamente a temperatura e, consequentemente, na conta de energia dos brasileiros.
Leia também: Com estoques apertados e El Niño à vista, preço do café pode subir para o consumidor, aponta especialista
A Aneel definiu a bandeira amarela para setembro, o que mantém um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A agência de energia já vinha aplicando esse indicativo desde maio de 2026.
No início do ano, entre janeiro e abril, a conta de luz permaneceu na bandeira verde, sem cobrança adicional. Dessa forma, a bandeira serve como um indicativo sobre uma conta de luz mais cara e um alerta para o consumo.
As bandeiras tarifárias mostram quanto custa gerar energia naquele momento. Quando as condições estão favoráveis, como em períodos de chuvas e reservatórios cheios, o sistema depende menos de fontes mais caras e aplica a bandeira verde, sem cobrança extra.
Quando a geração fica mais cara, a Aneel aciona as bandeiras amarela ou vermelha. Isso pode acontecer com reservatórios mais baixos, aumento do consumo ou necessidade de usar usinas com custo maior.
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Siga o Times | CNBCA condição dos reservatórios contribuiu para a manutenção da tarifa em um nível mais baixo. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Energia Natural Afluente, indicador que mede o volume de água que chega às hidrelétricas, alcançou 243% da média histórica em agosto.
Já o nível de energia armazenada chegou a 93,6% no Sul, 75,6% no Norte, 69,2% no Nordeste e 55% no Sudeste/Centro-Oeste. Dessa forma, períodos com poucas chuvas e calor intenso tendem a receber a bandeira amarela ou vermelha.
Apesar do cenário atual, as autoridades acompanham os possíveis impactos de um El Niño mais intenso. A expectativa aponta para menor disponibilidade de geração na região Norte e maior consumo de energia diante do aumento das temperaturas.
Segundo as informações apresentadas pelo setor, há 95% de probabilidade de forte impacto entre outubro e dezembro. O fenômeno natural é conhecido por aumentar a temperatura do Oceano Pacífico Equatorial.
Leia também: El Salvador decreta alerta máximo por seca associada ao El Niño
Como medida preventiva, o Ministério de Minas e Energia antecipou o início de cinco contratos de geração. A decisão deve adicionar 1,8 gigawatt ao Sistema Interligado Nacional a partir de 1º de setembro, de acordo com o Estadão.
Além disso, as distribuidoras reforçam os planos de contingência para enfrentar possíveis eventos climáticos extremos. Com isso, setembro começa com bandeira amarela e cobrança adicional na conta de luz.
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