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Cosan nega venda da Rumo, mas reafirma foco em desalavancagem

Publicado 01/06/2026 • 09:23 | Atualizado há 35 minutos

KEY POINTS

  • Empresa segue avaliando venda de fatias menores em investidas, mas nega qualquer discussão sobre dissolução nos órgãos de governança.
  • Aliviando a crise, o endividamento da Cosan recuou 34% no 1T26, atingindo R$ 11,4 bilhões contra R$ 17,4 bilhões no mesmo período de 2025.
  • A empresa, que está em processo de recuperação extrajudicial, vem sofrendo com uma dívida bilionária, o que a levou a se desfazer de ativos e de participações em empresas.
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Divulgação Instagram/Cosan

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A Cosan publicou um comunicado ao mercado na manhã desta segunda-feira, 1º, no qual desmente a informação sobre a venda da Rumo, maior operadora de ferrovias independente do Brasil.

“A prioridade estratégica permanece voltada à desalavancagem e à simplificação da estrutura da Companhia, não havendo qualquer discussão sobre o seu término ou dissolução nos órgãos de governança”, apontou o documento.

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Na publicação, a Cosan também afirma que avalia constantemente a eventual alienação de participações em suas investidas, mas que, no momento, não existe nenhuma definição ou decisão que implique a venda do controle de qualquer uma das empresas que compõem o grupo. Atualmente, o valor de mercado da Rumo é de R$ 25,46 bilhões. A Cosan é dona de 20,3% da empresa.

Entenda a crise

A empresa, que está em processo de recuperação extrajudicial desde março de 2026, vem sofrendo com uma dívida bilionária, o que a levou a se desfazer de ativos e de participações em empresas. Em janeiro de 2025, a companhia vendeu os 4,1% que detinha da Vale, operação que rendeu R$ 9,06 bilhões para os cofres da empresa.

Outra operação que pode render mais de R$ 5 bilhões é o IPO da Compass, empresa que atua no mercado de gás e energia.

Leia também: Raízen pede mais prazo para apresentar plano de reenquadramento das ações

No começo de maio de 2026, a companhia também anunciou que não participará de um novo aporte da Shell na Raízen, o que vai significar uma diminuição da sua fatia na sociedade. No futuro, a Cosan avalia vender toda a sua participação na joint venture.

No primeiro trimestre de 2026, o endividamento da companhia atingiu R$ 11,4 bilhões, uma diminuição de 34% na comparação com o mesmo período de 2025, que registrou uma dívida de R$ 17,4 bilhões.

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