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DENÚNCIA: Forbes Brasil tem fundo do Banco Master como sócio oculto

Publicado 16/06/2026 • 12:40 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Eagle Eye Investments é um dos mais de 30 fundos que compõem a carteira de investimentos do fundo Astralo 95.
  • Fundo foi alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, da PF, em novembro de 2025.
  • Eagle Eye detém uma participação de R$ 113,7 milhões na FRBS Participações, controladora da Forbes Brasil.

Arte - Times Brasil

A dona da marca Forbes no Brasil, a FRBS Participações S.A., aparece na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) como sendo o principal ativo de um fundo ligado a outros fundos de investimento envolvidos no escândalo do Banco Master.

O Eagle Eye Investments é um dos mais de 30 fundos que compõem a carteira de investimentos do fundo Astralo 95, alvo de investigação na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. 

Leia também: PF liga Reag a esquema no BRB; advogado preso atuou em operação entre Master e Fictor

Segundo os registros da CVM, o Astralo 95 era cotista único do Eagle Eye, que detém uma participação de R$ 113,7 milhões na FRBS Participações. Até 2025, o valor correspondia a mais de 90% do patrimônio líquido do fundo.

Documentos que mostram o fundo Eagle Eye como sócio oculto da FRBS Participações S.A

Documentos que mostram o fundo Eagle Eye como sócio oculto da FRBS Participações S.A

Fundo era administrado pela Reag

O Eagle Eye era administrado pela Reag Investimentos, que também é investigado pela PF na Operação Carbono Oculto por suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e liquidada em janeiro deste ano pelo Banco Central.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, a Reag era parte de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo fundos e o Banco Master. 

A Operação Carbono Oculto mirou fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro no setor de distribuição e venda de combustíveis, como postos de gasolina, mercado historicamente visado por organizações criminosas para escoar recursos.

A PF identificou que a estrutura da Reag era utilizada para criar e gerir fundos de investimento fechados. Essa engenharia financeira, estruturada em múltiplas camadas societárias, servia para mascarar os verdadeiros beneficiários finais e reinjetar o dinheiro de origem ilícita no sistema financeiro legal de forma camuflada.

Esse dinheiro era pulverizado entre alguns fundos, entre eles o Astralo 95, cotista único do Eagle Eye, sócio oculto da Forbes Brasil, e aplicado em CDBs do Banco Master horas depois.

REAG na mira da CPI do Crime Organizado 

O presidente da CPI do Crime Organizado no Senado, Fabiano Contarato (PT-ES), protocolou em fevereiro pedidos de quebra de sigilo contra a gestora de investimentos Reag e seu fundador, João Carlos Mansur, no âmbito das apurações sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e possíveis vínculos com o PCC.

Os requerimentos incluem acesso a dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos do empresário e da Reag. O senador também solicitou que o Banco Central envie à comissão a íntegra do processo administrativo que resultou na liquidação extrajudicial do Master e defendeu a convocação de Mansur para prestar depoimento.

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“A CPI do Crime Organizado cumpre uma função constitucional de investigar e fiscalizar a atuação de organizações criminosas que se utilizam do sistema financeiro nacional. Não podemos nos omitir diante desse escândalo que continua nos surpreendendo e horrorizando pela gravidade dos fatos revelados”, O presidente da CPI do Crime Organizado no Senado, Fabiano Contarato, afirmou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

As investigações no Congresso podem levar até as ramificações que conectam os investimentos da REAG a outros fundos e consequentemente a empresas conhecidas no mercado.

Posicionamento

Procurada pela reportagem da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a FRBS Participações afirmou que a posição oficial da empresa é que os únicos sócios da Forbes Brasil são Antonio e Katarina Camarotti. O que a nota não explica é o documento da Comissão de Valores Mobiliários que conecta o fundo Eagle Eye Investments com a FRBS Participações.

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