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Corte de juros deve continuar, mas petróleo preocupa Copom
Publicado 01/08/2026 • 06:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 01/08/2026 • 06:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A desaceleração recente da inflação abre espaço para um novo corte da taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana, segundo Everton Gonçalves, diretor de Economia, Regulação e Produtos da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Em entrevistanesta sexta-feira (31) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele afirmou que o cenário mais provável é uma redução de 0,25 ponto percentual, mas ressaltou que a trajetória do petróleo ainda representa um fator importante de risco para a política monetária.
Segundo o economista, a principal preocupação não é apenas a alta da commodity, mas a possibilidade de os preços permanecerem elevados por um período prolongado, o que dificultaria as projeções para a inflação nos próximos trimestres.
Apesar disso, Gonçalves destacou que os dados recentes de inflação vieram melhores do que o esperado, contribuindo para sustentar a expectativa de um novo corte de juros.
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Na avaliação do diretor da ABBC, a desaceleração do IPCA-15 reforça a percepção de que o Banco Central tem condições de reduzir a taxa básica em 0,25 ponto percentual na reunião dos dias 4 e 5 de agosto.
Segundo ele, essa expectativa já está amplamente refletida nas projeções do mercado financeiro e nos contratos futuros de juros.
“As surpresas positivas na inflação de curto prazo ajudam a viabilizar uma redução de 0,25 ponto percentual na reunião da próxima semana”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCEle acrescentou que o comportamento dos preços do petróleo continuará sendo acompanhado de perto pelo Copom, já que influencia diretamente as expectativas de inflação no médio e longo prazo.
Gonçalves observou que ainda não há clareza sobre qual será o nível de equilíbrio das cotações internacionais do petróleo, fator que exige cautela por parte da autoridade monetária.
Segundo ele, caso os preços permaneçam elevados por mais tempo, o cenário para a inflação poderá se tornar mais desafiador. “O que mais preocupa é a manutenção dessa alta por um período que ainda não sabemos até quando pode durar”, ressaltou.
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O economista lembrou que a taxa real de juros no Brasil continua elevada, acima do nível considerado neutro, mas defendeu que eventuais novos cortes sejam avaliados gradualmente.
Na visão dele, após a provável redução da próxima semana, o Banco Central poderá interromper temporariamente o ciclo de flexibilização para observar a evolução do cenário econômico.
“Nas minhas projeções, eu trabalho com uma parada técnica após essa queda para que o Banco Central possa avaliar melhor o comportamento da inflação e do petróleo”, concluiu.
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