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Diesel dispara mais de 19% em março e pressiona custos apesar de isenção tributária
Publicado 19/03/2026 • 08:48 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/03/2026 • 08:48 | Atualizado há 1 hora
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O preço dos combustíveis voltou a subir com mais intensidade na segunda semana de março, com o diesel à frente do movimento e ampliando as altas já observadas no início do mês, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
Na primeira semana, o diesel já liderava os reajustes, com alta média nacional de 8,70% no S10 comum e 8,91% no aditivado. Até o dia 16, porém, esses números praticamente dobraram: 19,71% no diesel S10 comum e 17,61% no aditivado. Em regiões como Centro-Oeste e Nordeste, os aumentos já passam de 20%, indicando que a pressão se espalhou.
Para Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior do IBPT, o efeito já começa a aparecer na economia real. “O aumento persistente dos combustíveis no mês de março, apesar da isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, já ocasiona transtornos tanto para o consumidor pessoa física quanto para as empresas, principalmente transportadoras, agronegócio e indústrias”, afirma.
Mesmo com medidas do governo, como a desoneração de PIS/Cofins e ações de monitoramento, os preços seguem em alta. Segundo o levantamento, o reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel A promovido pela Petrobras teve mais peso do que o alívio tributário e começou a ser repassado já no primeiro dia útil após sua implementação. Na avaliação de Amaral, as iniciativas não têm sido suficientes, o que reforça a leitura de um problema mais estrutural.
A gasolina também subiu, mas em ritmo menor. A alta passou de 2,06% na primeira semana para 5,24% até o dia 16 no caso da comum, enquanto a aditivada avançou de 1,71% para 2,88%. O movimento sugere um efeito de contágio, ainda concentrado no diesel, que segue como principal fonte de pressão.
Já o etanol ficou praticamente estável, com leve queda de -0,66% na primeira semana e -0,67% no acumulado até o dia 16, destoando dos combustíveis fósseis.
No consolidado, a alta média dos combustíveis já se aproxima de 10% em março, elevando custos em cadeias dependentes de transporte. O impacto recai sobretudo sobre o transporte rodoviário, mas também atinge indústria e agronegócio. “O resultado certamente estará refletido na inflação deste mês”, diz Amaral.
No pano de fundo, o cenário internacional segue pressionando. A guerra no Oriente Médio mantém os preços do petróleo em patamares elevados e aumenta a volatilidade, com reflexos diretos no Brasil. Diante disso, distribuidoras e postos têm adotado uma postura mais cautelosa na recomposição de estoques, diante do risco de novas altas.
Segundo os dados do IBPT, a pressão ainda não atingiu o pico e pode continuar nas próximas semanas, prolongando o impacto sobre empresas e consumidores.
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