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Dólar dispara no Brasil, bate R$ 5,51 e real sofre mais que outras moedas pelo mundo
Publicado 10/10/2025 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/10/2025 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
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Na máxima do dia, o dólar subiu perto de 3%, batendo R$ 5,51, uma disparada que pode ser explicada por motivos locais, já que a moeda americana segue comportada na relação com outras divisas importantes. O DXY opera estável.
Isso é um alerta para a situação do comportamento do câmbio no Brasil nos próximos meses. “O gelo fino começou a rachar”, afirma o economista André Perfeito sobre a valorização de cerca de 15% do real contra a moeda americana em 2025. “O jogo pode virar depois do comportamento desta sexta-feira (10).”
“Nunca foi o real que esteve forte, mas o dólar que estava fraco. Se o dólar ‘quiser’ subir, não há muito o que fazer”, diz o economista.
E esse “querer” do dólar está relacionado com a fuga de risco pelo mundo. Nesta sexta, mais uma fagulha foi acesa: a de uma possível nova guerra comercial entre Trump e China na questão de acesso às terras raras.
“A apreciação do dólar revela que o dinheiro já alocado nos EUA está sendo repatriado, e investidores estrangeiros buscam proteger capitais”, afirma Paulo Monteiro, head da Gravus Capital.
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É a história de os Estados Unidos servirem como vírus e antídoto em algumas crises. O rompimento das relações comerciais por conta do tarifaço e de outros atritos geopolíticos coloca os Estados Unidos como agente do caos, mas, por outro lado, a maior economia do mundo segue mantendo alguns dos ativos mais seguros, como o dólar e as Treasuries (títulos do Tesouro americano).
Chamou atenção o salto de quase 1,5% nos títulos de longo prazo (TLT), o que sinaliza forte aversão ao risco entre investidores. O ouro, por sua vez, renovou máximas históricas, refletindo a busca por refúgios em meio à instabilidade.
Nesse caldo de cultura, o cenário político e fiscal brasileiro empurra o investidor para fora da B3 e dos ativos em real como um todo, em direção aos EUA. Isso explica o desempenho particularmente ruim da moeda brasileira. “No Brasil, os riscos adicionais elevam a pressão cambial”, ressalta Paulo Monteiro.

Esses riscos adicionais incluem o que está sendo chamado pelo mercado de “pacote de bondades”. Segundo Alexandre Petean, sócio da A7 Capital, o movimento de abandono do real acompanha a ausência de solução orçamentária para repor o que não será arrecadado com a isenção do Imposto de Renda (IR), o programa de gratuidade do transporte público, o vale-gás e agora a flexibilização para uso da poupança em reformas residenciais.
“Precisa encontrar de onde virá essa receita, mas a MP 1303 foi barrada pelo Congresso. O governo anunciou que quer seguir com esse pacote, mas sem identificar de onde virá esse dinheiro. Por isso, o dólar disparou hoje contra o real”, avalia Petean.
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