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EXCLUSIVO: Selic alta favorece grandes investidores, mas freia crédito e crescimento, avalia economista
Publicado 08/11/2025 • 21:10 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 08/11/2025 • 21:10 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano pelo Banco Central cria um cenário vantajoso para grandes investidores, mas limita o crédito e compromete o crescimento da economia brasileira, de acordo com avaliação de Júlio Miragaya, integrante da Comissão de Política Econômica do Conselho Federal de Economia (Cofecon), realizada durante entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC neste sábado (8).
Para o economista, a taxa elevada aumenta a atratividade das aplicações financeiras, sobretudo para investidores institucionais. Ao mesmo tempo, desestimula o crédito tanto para o setor produtivo quanto para o consumo das famílias. Isso, afirma, tem efeito direto sobre o desempenho da atividade econômica.
Miragaya argumenta que o atual patamar da Selic, diante de uma inflação projetada em torno de 4,5% para o ano, gera uma taxa de juro real superior a 10% — uma das mais altas do mundo. Em sua análise, esse diferencial beneficia o mercado financeiro, mas dificulta o acesso ao crédito e afeta negativamente os setores produtivos.
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O especialista também alerta que a política de juros altos prejudica a capacidade de crescimento do país. Segundo ele, enquanto outras economias emergentes mantêm ritmos de expansão superiores a 5% ao ano, o Brasil deve fechar 2025 com crescimento pouco acima de 2% no Produto Interno Bruto (PIB).
Além disso, Miragaya destaca que a restrição ao crédito imposta pelos juros elevados tem impactos estruturais. A redução da atividade industrial, do consumo e do investimento público e privado limita a geração de emprego e a expansão de renda, elementos fundamentais para um crescimento sustentável.
Ele também questiona a rigidez da meta de inflação estabelecida para o Brasil, apontando que países com estrutura econômica semelhante operam com metas mais elevadas, entre 4% e 6%. Para o economista, insistir em trazer a inflação ao centro da meta de 3% exige um nível de aperto monetário que prejudica a economia como um todo.
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