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Fernanda Rocha: mercado ainda ficará marcado pela volatilidade da guerra no Oriente Médio e eleições

Publicado 23/03/2026 • 21:22 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Fernanda Rocha aponta grande dispersão de cenários para PIB, inflação, juros e câmbio, o que explica a volatilidade atual dos mercados.
  • Projeções indicam Selic entre 8% e 16% e dólar podendo variar de R$ 4,40 a R$ 8, a depender do cenário econômico e político.
  • Especialista defende carteira equilibrada diante das incertezas, evitando exposição total a cenários otimistas ou pessimistas.

O cenário econômico global e doméstico, marcado por guerra no exterior e calendário eleitoral no Brasil, tem ampliado as incertezas para investidores, segundo Fernanda Rocha, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC e assessora de investimentos da Monte Bravo.

Ela destaca que esse ambiente explica a forte oscilação recente dos mercados. “A gente vê o mercado correndo para um lado, depois para o outro, e se pergunta se precisa de tanta volatilidade”, afirmou nesta segunda-feira (23) em sua participação na emissora.

Segundo Fernanda, a amplitude de cenários possíveis é o principal fator por trás desse movimento. “O cenário neutro tende a ser o base, mas não dá para tirar o olho do pessimista e do otimista”, disse.

Nas projeções apresentadas, o PIB brasileiro pode variar de 1,75% a 3,25%, enquanto a inflação (IPCA) também pode sofrer grande oscilação. Em um cenário mais adverso, ela alerta para impactos relevantes vindos da energia. “Se o petróleo chegar a US$ 200, a gente vai ver isso refletindo muito no IPCA”, explicou.

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Para os juros, a dispersão também é significativa. A taxa Selic pode ficar entre 8% e 16% até 2027, dependendo da evolução da guerra e da política econômica. “Se tivermos escalada da guerra e manutenção do cenário atual, a gente pode ter a Selic voltando a subir.

O câmbio é outro ponto de atenção, com projeções bastante abertas. “Pode chegar a um câmbio de R$ 8 ou terminar em R$ 4,40. Por isso o mercado fica com tanta volatilidade”, pontuou.

Essa incerteza se reflete diretamente nas diferentes classes de ativos. Em um cenário positivo, a renda fixa prefixada pode apresentar ganhos expressivos, enquanto os títulos atrelados à inflação podem sofrer em um ambiente mais negativo. Já os multimercados tendem a ser mais resilientes. “Eles conseguem escolher onde alocar e muitas vezes se proteger melhor do que outras classes”, apontou.

Nos ativos de maior risco, a oscilação tende a ser ainda mais intensa. Segundo Fernanda, fundos imobiliários e ações podem registrar desde fortes valorizações até quedas relevantes, dependendo do cenário macroeconômico.

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Diante desse quadro, a recomendação é evitar posições concentradas. “A gente não pode colocar todas as fichas em um único cenário, porque acaba abrindo mão de oportunidades”, afirmou.

Ela conclui que a melhor estratégia é manter diversificação. “É sempre importante ter um balanço, uma carteira equilibrada”, disse, destacando a necessidade de ajustar os investimentos conforme o nível de risco e as expectativas do investidor.

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