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Galípolo fala em ‘calibragem’ na taxa de juros e sinaliza corte da Selic em março; mercado reage
Publicado 11/02/2026 • 13:02 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/02/2026 • 13:02 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução
Galípolo indica possível corte da Selic em março após fase de calibragem da política monetária
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (11) que a política monetária entrou em uma fase de “calibragem” e indicou que o início do ciclo de cortes da Selic pode ocorrer em março, caso o cenário permita maior confiança.
“Volto aqui a enfatizar que a palavra-chave é essa, a calibragem, esse ajuste da política monetária a partir de março, justamente para a gente poder reunir mais confiança para iniciar esse ciclo”, disse durante evento em São Paulo.
O mercado se animou com a sinalização do corte na taxa Selic e o principal índice da B3 chegou aos 190 mil pontos, máxima histórica, aumentando a força do fluxo comprador. O dólar opera em queda, a R$ 5,18 e os juros longos recuam.
Em janeiro, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de iniciar cortes na reunião de março, dependendo do comportamento da inflação e das expectativas.
Segundo Galípolo, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por cautela diante do ambiente de incerteza.
“Neste ambiente em que você tem menos confiança, dado o tamanho da incerteza em projeções, a atitude do Copom foi ser mais conservador ao esperar 45 dias para que a gente possa iniciar esse ciclo com maior confiança.”
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Ao comentar a postura da autoridade monetária, Galípolo comparou o Banco Central a um “transatlântico”, e não a um “jet ski”, para ilustrar a necessidade de movimentos graduais.
“O que significa serenidade? Significa que o Banco Central está mais para um transatlântico do que para um jet ski. Ele não pode fazer grandes movimentos e mudanças, ele se move de uma maneira mais comedida e segura.”
Para os próximos anos, afirmou, a diretriz será “estabilidade”. “Nosso mandato é estabilidade monetária e estabilidade financeira. A palavra que vai dar ênfase no nosso mandato é estabilidade.”
Galípolo defendeu que a meta de inflação de 3% está alinhada à de países pares, mas reconheceu que o Brasil convive com juros estruturalmente mais altos.
“O que realmente precisa ser melhor debatido com a sociedade é por que o Brasil precisa sustentar taxas de juros, comparativamente aos seus pares, mais elevadas, para, com muito esforço, conseguir fazer uma convergência maior para a meta.”
O presidente do BC afirmou que o mercado de trabalho segue apertado, com níveis de desemprego historicamente baixos, embora existam sinais divergentes.
Ele chamou atenção para reajustes salariais acima da inflação e da produtividade, classificando o baixo crescimento da produtividade como um problema estrutural.
“Como é que conseguimos colaborar para um ambiente mais convidativo para que o investimento privado possa ocorrer e produzir ganhos de produtividade? Não vai acontecer do dia para a noite. Tem de ter persistência.”
Galípolo também comentou o cenário internacional, especialmente a dinâmica do dólar. Segundo ele, ainda é cedo para afirmar se a tendência recente de desvalorização da moeda americana por aversão ao risco irá continuar.
Por enquanto, afirmou, o risco baixista para a inflação de países emergentes decorrente da política econômica dos Estados Unidos vem se materializando, criando um ambiente menos adverso.
Durante o evento, Galípolo elogiou a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público nas investigações sobre a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025.
“Desde o primeiro momento, quando percebemos que o tema extrapolava a supervisão bancária, houve coragem e capacidade técnica”, afirmou.
Ele também agradeceu o apoio de instituições financeiras e da imprensa e defendeu o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização do BC.
“Você fecha uma porta, ele vai tentar outro caminho. O que precisamos é aprimorar para que não voltem a ocorrer os mesmos erros.”
O presidente do BC destacou as declarações de Haddad feitas no dia anterior, quando o ministro afirmou que o crescimento “exponencial” do Master até 2024 foi interrompido pela atuação da atual gestão da autoridade monetária. “Tem sido um parceiro de sempre, o ministro Fernando Haddad. Então, agradecê-lo”, afirmou Galípolo durante a CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Em relação à Polícia Federal, o banqueiro central ressaltou que a autarquia comunicou previamente à PF indícios de vendas de créditos falsos no valor de R$ 12,2 bilhões do Master ao Banco de Brasília (BRB), que deram origem à operação Compliance Zero. Ele classificou a atuação de Andrei Rodrigues como “diligente, corajosa e técnica” e afirmou que o mercado financeiro tem uma “grande dívida” com a instituição pelo trabalho realizado no caso.
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