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Economia Brasileira

IBC-Br surpreende e mostra economia resistente, mas pode frear ritmo de corte de juros, diz ex-Banco Mundial

Publicado 16/03/2026 • 23:07 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Prévia do PIB avançou 0,8% em janeiro, indicando retomada da atividade econômica no início do ano.
  • Economia brasileira demonstra resiliência mesmo com juros elevados, segundo Otaviano Canuto.
  • Cenário pode levar o Banco Central a reduzir o ritmo de corte da Selic, com apostas entre 0,25 e 0,50 ponto.

A atividade econômica brasileira começou o ano com sinal positivo e acima do esperado, mas o resultado pode ter um efeito colateral importante: reduzir o espaço para cortes mais agressivos de juros. A avaliação é de Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial e pesquisador do Policy Center for the New South, após a divulgação do IBC-Br de janeiro, considerado uma prévia do PIB.

Segundo o Banco Central, o indicador avançou 0,8% no mês, revertendo a queda de 0,2% registrada em dezembro. Para Canuto, o número reforça a percepção de uma economia mais resistente do que o esperado, ainda que dentro das projeções do mercado. “Surpreendeu um pouco pelo lado positivo, mas está compatível com o que se esperava. A economia mostra resiliência, apesar dos juros elevados”, afirmou nesta segunda-feira (16) ao Radar, programa do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele destacou que o desempenho foi influenciado principalmente pela composição dos setores, com destaque para serviços e indústria. Ao excluir a agropecuária, o crescimento teria sido ainda mais forte.

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Quando você tira a agricultura, o IBC-Br cresce cerca de 0,9%. Serviços avançaram entre 0,8% e 0,9%, e a indústria teve leve alta”, explicou.

Na avaliação de Canuto, esse ritmo mais firme da atividade econômica pode impactar diretamente a condução da política monetária, especialmente às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “Esse desempenho tende a limitar o espaço para cortes adicionais de juros. Não deve mudar a direção, mas pode afetar o tamanho da queda da Selic”, disse.

Com isso, ganha força no mercado a expectativa de um corte mais moderado. Segundo ele, a probabilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual aumentou em relação à aposta anterior de 0,5 ponto.

Ainda assim, o economista considera pouco provável que o Banco Central opte por manter a taxa inalterada neste momento. “Acho menos provável que não haja corte. A dúvida é mais se será de 0,25 ou 0,50 ponto”, afirmou.

Inflação

O cenário inflacionário também entra nessa equação. Dados recentes mostram uma leve alta nas expectativas de inflação, influenciada, entre outros fatores, pela elevação dos preços do petróleo em meio às tensões no cenário internacional.

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Segundo Canuto, o Boletim Focus mais recente aponta inflação de 4,10% para 2026, acima da projeção anterior, mas ainda abaixo do teto da meta, de 4,5%. “Há algum impacto inflacionário vindo do petróleo, mas não suficiente para impedir o início do ciclo de queda dos juros”, disse.

Ele também destacou que o comportamento do câmbio pode ajudar a aliviar parte das pressões. “O dólar tem mostrado tendência de queda, acompanhando o movimento global de desvalorização da moeda americana”, afirmou.

Outro ponto de atenção está no setor de serviços, que segue aquecido e tem sido um dos principais vetores de pressão inflacionária. Para Canuto, esse desempenho reflete o atual estágio da economia brasileira.

O setor de serviços mostra o grau de aquecimento da economia. Temos pleno emprego, aumento de salários e uso elevado da capacidade produtiva”, explicou.

Para ele, esse cenário justifica a manutenção de juros elevados por mais tempo, como forma de equilibrar a demanda. “Os juros mais altos ajudam a trazer a demanda para um ritmo compatível com a capacidade de oferta da economia”, disse.

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Apesar das pressões inflacionárias, Canuto avalia que o quadro geral ainda é positivo, especialmente pelo nível de emprego. “É melhor ter uma economia aquecida, com emprego, mesmo com alguma pressão de preços, do que o contrário, com desemprego elevado”, afirmou.

A decisão do Copom, que será anunciada na quarta-feira (18), deve indicar o ritmo da política monetária nos próximos meses, em um cenário que combina atividade resiliente, inflação ainda pressionada e incertezas no ambiente global.

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