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Inflação perde força em 12 meses, mas guerra e petróleo elevam incerteza, diz economista
Publicado 12/03/2026 • 14:20 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 12/03/2026 • 14:20 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A inflação acumulada em 12 meses até fevereiro apresentou desaceleração, aproximando-se do centro da meta perseguida pelo Banco Central. Ainda assim, pressões vindas do cenário internacional, especialmente ligadas ao petróleo, podem dificultar a trajetória de queda ao longo do ano, avalia André Braz, economista do FGV Ibre.
Segundo Braz, os dados mais recentes mostram melhora na inflação acumulada. “Em janeiro de 2026, em relação aos últimos 12 meses, o acumulado estava em 4,44%, e agora vai para 3,81%, ou seja, a curva é uma curva descendente”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira (12).
Leia também: IPCA mais fraco em fevereiro faz inflação de doze meses recuar para 3,81% e ficar mais perto da meta
Para o economista, o movimento é positivo porque aproxima o índice do objetivo da política monetária. “Mostra uma queda da inflação e está chegando um pouco mais no centro da meta, que é o objetivo do Banco Central”, disse.
A meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Apesar da melhora no indicador geral, Braz destacou que alguns componentes da inflação continuam resistentes. Um deles é o grupo de serviços, que inclui itens como mensalidades escolares.
Ele observou ainda que o reajuste das mensalidades escolares neste início de ano foi um dos fatores que chamaram atenção na divulgação de fevereiro. “Mensalidade escolar subiu um pouco mais do que no ano passado”, disse.
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Braz também alertou que o atual cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, pode gerar novos focos de pressão inflacionária no Brasil, principalmente se o petróleo permanecer em patamares elevados.
Segundo ele, o impacto do petróleo tende a se espalhar por diversos setores da economia. “O petróleo não está só nos combustíveis. Está no agronegócio, nos adubos, nos fertilizantes, na geração de energia elétrica e até em tecidos sintéticos”, afirmou.
“A porta de entrada normalmente é o preço dos combustíveis, que sobem primeiro, mas depois ele gradualmente se espalha”, acrescentou.
Para o economista, isso pode dificultar o controle da inflação ao longo do ano. “Isso gera uma dificuldade maior de manter essa inflação dentro do intervalo de tolerância da meta.”
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