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Indicadores recentes favorecem corte de juros, diz economista da Galapagos Capital
Publicado 25/11/2025 • 19:47 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/11/2025 • 19:47 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O fechamento dos mercados nesta terça-feira (25) foi marcado pelas discussões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, enquanto investidores acompanham as próximas decisões do Fed e do Banco Central.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a economista-chefe da Galapagos Capital, Tatiana Pinheiro, destacou os dados que mexeram com os mercados. “A criação líquida de vagas nos EUA veio muito acima do consenso e mostrou uma economia mais resiliente do que se imaginava, alterando rapidamente as apostas de manutenção e corte de juros”.
Ela explicou que, nos dias seguintes, números mais fracos de atividade mudaram novamente a percepção do mercado. “As vendas no varejo, o PPI e outros indicadores vieram abaixo do esperado, reforçando o cenário para corte de juros, e isso foi potencializado pelas falas de membros do FOMC que ampliaram o coro por cortes”. Segundo Tatiana, a probabilidade de redução em dezembro saltou de 60% para 80%.
Apesar disso, Tatiana alertou que o cenário ainda pode se mover. “Depois de 43 dias de shutdown, há muitos dados atrasados que serão divulgados e que podem mexer bastante com as expectativas do mercado até a reunião de dezembro”. Ela lembrou que em breve o Fed entra em período de silêncio, o que estabiliza o discurso, mas não necessariamente as projeções.
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Sobre o desempenho recente das empresas de tecnologia, ela ponderou que a discussão sobre “bolha” não é simples. “A inteligência artificial é o novo motor da economia, mas isso não significa que tudo deva ter um valuation alto, especialmente em um momento em que a economia americana já está desacelerando”.
Para ela, o problema não está nas big techs, mas no fato de que elas puxam o S&P e valorizam ativos que não deveriam subir no mesmo ritmo.
Ao falar do Brasil, Tatiana destacou que o relatório bimestral veio pior do que o previsto. “Esperava-se manter o bloqueio de 12 bilhões, mas houve descontenção e a contenção caiu para 7,7 bilhões, e isso tudo baseado em receitas não recorrentes, como o leilão da Petrobras e dividendos das estatais”. Ela afirmou que, apesar disso, o câmbio permaneceu perto de 5,38, indicando que o mercado não reagiu mal de imediato.
Para 2025, o desafio permanece grande. “A equipe econômica projeta um buraco de 30 bilhões, somado ao provável déficit dos Correios e às medidas provisórias que não avançaram”. Em relação à chamada pauta-bomba, Tatiana fez um alerta. “Votações que criam gastos sem compensação preocupam, e se essa medida avançar o governo deve vetar; se o veto cair, a tendência é recorrer ao STF, porque não se pode criar despesa sem indicar a fonte de financiamento”.
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