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Indústria e setor de frutas aprovam plano antitarifaço, mas dizem que medidas não resolvem ‘a raiz do problema: é urgente manter negociações’
Publicado 13/08/2025 • 18:28 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 13/08/2025 • 18:28 | Atualizado há 10 meses
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CNI/Divulgação
Exportações
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, avaliou como positivas as medidas anunciadas nesta quarta-feira (13) pelo governo para reduzir os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras. “Recebemos positivamente porque contemplam muitas das demandas das indústrias e priorizam a negociação contínua. Se novas medidas forem necessárias, elas serão tomadas”, afirmou.
O pacote inclui linha de crédito de até R$ 30 bilhões com juros reduzidos, diferimento de tributos por dois meses, reativação do Reintegra, prorrogação do Drawback e reforma do Fundo de Garantia à Exportação. Alban disse que as ações reforçam a necessidade de manter o diálogo com Washington e que o momento exige “equilíbrio e bom senso” para transformar desafios em oportunidades e preservar a competitividade nacional. “Não queremos só respirar, mas caminhar. Temos que ter atenção e agilidade na defesa comercial correta, séria e transparente”, destacou.
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A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que pequenas e médias empresas precisam acessar rapidamente as ações anunciadas. “O plano do governo é um primeiro passo, mas é fundamental que as empresas, principalmente as pequenas e médias, consigam acessar rapidamente as ações previstas, como facilitação do crédito, compras governamentais e postergação de impostos e do Drawback”, afirmou a entidade. No caso do Rio de Janeiro, cerca de 2% das exportações estaduais estão sujeitas às tarifas norte-americanas, afetando setores como Alimentos e Bebidas, Plástico, Químico, Têxtil e Pescado e podendo reduzir o PIB estadual em R$ 123 milhões. “É preciso atenção aos efeitos indiretos na cadeia produtiva e garantir que as pequenas e médias indústrias não sejam penalizadas”, reforçou.
A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) alertou para o impacto sobre pequenos produtores. “O pequeno produtor, que vende para empresas exportadoras, corre o risco de ficar desamparado, já que os instrumentos priorizam diretamente o exportador”, afirmou Guilherme Coelho, presidente da entidade. Segundo a associação, as ações não atingem de forma efetiva a base da produção, podendo levar à retração nas compras e à redução da renda dos agricultores. Coelho acrescentou que continuará atuando junto ao governo e ao Congresso para garantir que as soluções alcancem “todos os elos do setor, do pequeno ao grande produtor”, defendendo medidas que preservem a competitividade no mercado internacional de frutas.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, disse que o pacote representa um esforço para conter parte dos prejuízos com as tarifas adicionais impostas por Donald Trump, “mas não resolvem a raiz do problema. É urgente que o Brasil mantenha negociações firmes e produtivas com o governo norte-americano, buscando reverter as tarifas e resguardar uma relação comercial estratégica”. Ele advertiu que, “se não houver rapidez na implementação e clareza nas regras, o risco é que os recursos e incentivos fiquem no papel”.
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) ponderou que “apesar de as medidas serem importantes para dar fôlego às empresas mais afetadas, caso não haja a reversão efetiva da taxação por meio de vias técnicas e diplomáticas, elas somente postergarão o colapso de segmentos dependentes do mercado norte-americano”. Segundo seu presidente, Edson Vasconcelos, “muitas indústrias que são altamente dependentes das exportações para os Estados Unidos, como é o caso de alguns segmentos do setor de madeira, já estão há mais de um mês sofrendo prejuízos com cancelamentos de contratos de compradores norte-americanos”.
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