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Intervenção do Tesouro indica juros elevados por mais tempo, diz economista

Publicado 18/03/2026 • 22:26 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Recompra de títulos sinaliza estresse na curva e custo mais alto da dívida pública.
  • Conflito no Oriente Médio eleva incerteza e pressiona inflação via petróleo.
  • Mesmo com atuação do Tesouro, crédito deve seguir caro e condições financeiras apertadas.

A atuação recente do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos sinaliza um cenário de juros mais elevados por mais tempo, na avaliação do economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. Em entrevista nesta quarta-feira (18) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele afirmou que as intervenções refletem o nível de pressão na curva e o aumento do custo da dívida.

O Tesouro Nacional recomprou R$ 43,6 bilhões em títulos em dois dias, na maior atuação desde a pandemia. A medida busca conter a volatilidade e dar liquidez ao mercado em meio ao estresse recente.

Segundo Agostini, a recompra de títulos ocorre em momentos de desorganização do mercado. “O Banco Central atua em momentos de grande volatilidade […] para não esticar muito a taxa de juros futuro, que são as taxas de mercado que impactam diretamente o custo de financiamento”, disse.

Para o economista, o movimento recente foi provocado principalmente por fatores externos. “O conflito entre Estados Unidos e Irã, com a participação de Israel, gerou uma incerteza global muito forte, com aumento do preço do petróleo e preocupação com a inflação”, afirmou.

Ele destacou que, diante desse cenário, houve uma forte distorção nos preços. “Houve uma alta brutal das taxas em toda a curva, um ambiente quase de pânico, com investidores precisando vender e sem compradores. O Tesouro precisou colocar ordem na casa”, explicou.

Apesar da atuação, Agostini avalia que o cenário ainda é desafiador. “O custo do financiamento vai continuar ainda bastante elevado, mesmo diante de uma queda da taxa básica de juros”, disse.

Na avaliação dele, a incerteza sobre o conflito tende a manter a percepção negativa dos investidores. “Esse é um evento imponderável, não se sabe a intensidade nem a duração, e isso adiciona um componente muito negativo à curva de juros”, afirmou.

O economista também destacou que, mesmo com o início do ciclo de corte da Selic, o impacto prático ainda é limitado no curto prazo. “Uma queda de 0,25 ponto percentual é quase nula no efeito mensal, mas serve como sinalização de que o Banco Central está atento e tenta corrigir excessos do mercado”, concluiu.

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